Temperamento – s.m. (Do Lat. Temperamentum "combinação"). Carácter de um indivíduo que corresponde ao conjunto dos seus traços psicológicos e que o distingue dos outros, condicionando-lhe a constituição física, o comportamento e as emoções.
Explicar o temperamento humano tem sido desde os tempos mais remotos, uma constante preocupação. Embora não seja tarefa fácil, o temperamento tem contribuído para se compreender a natureza humana e pode ser entendido como a maneira ou forma com que uma pessoa, pensa, age e fala. A classificação dos quatro temperamentos tiveram sua origem no estudo dos Quatro Elementos: Água, Terra, Fogo e Ar, referenciados em várias obras de expressão literária, plástica e filosófica da antiguidade. No Egito Antigo, a astrologia era parte integrante da medicina e o primeiro médico egípcio conhecido foi Imhotep (2980 a 2900 A.C.), tido como o sacerdote que desenhou uma das primeiras pirâmides. Grande curandeiro, foi deificado, e utilizava ervas medicinais em seus preparados mágicos. Os Papiros de Ebers do Egito foram um dos herbários mais antigos que se têm conhecimento, datando de 1550 A.C., e ainda está em exibição no Museu de Leipzig (são 125 plantas e 811 receitas). Os Egípcios em seus primórdios de civilização acreditavam que habitavam corpos de animais e dentro de uma análise feita pelos Hierofantes, dividiam a humanidade em 4 temperamentos, os quais consideravam que tinham a sua origem num grupo animal específico. Também na Índia se vê a aplicação deste conceito de elementos que entram em partes equilibradas na composição da matéria, quando a medicina aiurvédica tenta equilibrar os três humores: vento, fogo e terra. Esses humores formaram a base da medicina de Hipócrates, e ainda fazem parte da psiquiatria, onde se sabe que certas doenças mentais graves, como a esquizofrenia, está associada a certos tipos físicos (como longilineo, brevilíneo, etc.) A predominância de certo elemento, ou humor, determina o tipo físico da pessoa, segundo os médicos de Cós. A teoria dos quatro elementos, ao menos no ocidente, surgiu na Grécia, entre os filósofos pré-socráticos. Entre eles, a origem da matéria era atribuída a um elemento diferente: ora o fogo, ora a água. No entanto, é provável que essa discussão tenha vindo do oriente, onde encontramos, na China, a Teoria dos Cinco Elementos: Madeira, Fogo, Terra, Metal e Água. Estes são, na verdade, elementos sutis, ou melhor, estados de mutação da matéria-energia. Os escritos dos filósofos da Renascença, porém, levam a supor que o ocidente também via os elementos como forças sutis que se manifestariam através de transformações recíprocas. É o que se depreende do texto enciclopédico de Cornelius Agrippa, De occulta philosophia. Esta forma de ver os elementos justifica a ligação entre astrologia e alquimia, que ocorria naquela época. A astrologia, que era usada para estudar aspectos médicos das doenças, investigava se a pessoa era do tipo sangüíneo (ar), fleumático (água), colérico (fogo) ou bilioso (terra, também chamado nervoso). A cada um desses biotipos corresponde, de acordo com a medicina antroposófica, o seguinte órgão: • Colérico: coração • Fleumático: fígado • Sangüíneo: rins • Bilioso: pulmões Cada um desses tipos teria então um órgão indicativo de seu estado de relativa saúde ou doença, e durante determinada estação do ano estaria mais propenso a desequilibrios. Hipócrates, conhecido como o pai da Medicina, deixou como herança a ética médica. Até hoje os formandos de medicina fazem o juramento de Hipócrates. Os médicos gregos tornaram-se célebres pelo seu renome e pelos sucessos obtidos em todos os países do Mediterrâneo e fixaram-se principalmente em Roma, onde muitos deles fizeram uma brilhante carreira. Os Fundadores das Escolas Filosóficas Gregas tiveram a sua iniciação no Egito e agregaram à sua cultura o conhecimento dos quatro temperamentos. Quando Roma dominou a Grécia, incorporou estes conhecimentos, os quais passaram a ser estudados no mundo ocidental. Na Grécia Antiga, Hermes Trismegistos, cujos termos designam "Hermes, o três vezes grande", nome dado pelos egípcios a Thot, deus lunar e assimilado como Mercúrio pelos romanos, classificou e definiu o temperamento humano em 4 categorias: o colérico, o melancólico, o fleumático, e o sanguíneo, relacionados aos quatro elementos: Fogo, terra, água e ar. No começo do século XX, esse estudo foi dinamizado por grandes pensadores, como Rudolf Steiner (antroposofia), Freud (psicanálise), Jung e outros. Também podemos encontrar definições como: hepático, pulmonar, renal e cardíaco, nomenclatura esta que passaremos a adotar.
Palavras Chave: Vontade forte, Ambição, Irascível, Fisicamente bem definidos, Robustos, Brigão, Vingativo, Inoportuno, Arrogante, Ousado, Imprudente, Engenhoso, Sedutor, Tirano, Otimista, Inesgotável, Agressivo, Afirmativo, Gosto por comandar, Impaciente, Odeia detalhes, Exige demasiado e dá demasiado, Extremista, Gosto por reconhecimento público, Muito inquieto, Excessivo, Brincalhão, Mordaz, Nervoso e Astuto.
O temperamento do biotipo hepático é honestíssimo, cujas características são a fidelidade, a dedicação, protegendo o seu pai ou amigos. Possui memória investigativa o que o leva a aceitar um conhecimento novo só após estudá-lo. É intuitivo. Fisicamente é geralmente miúdo quando criança, olhos brilhantes, ombro largo, tórax desenvolvido e testa larga. Emocionalmente é criativo, tem orgulho e amor próprio, muito confiante, revolucionários, tem na intuição a sua forte característica e tem ligação forte com o pai. BIOTIPO PULMONAR (melancólico)
Palavras Chave: Detalhado, Ponderado, Lógico, Tendências depressivas, Fisicamente magro, Estatura média, Prudente, Lentos a resolver assuntos, Fraudulento, Teimoso, Invejoso, Duvidoso, Triste, Temeroso, Insubordinado, Inexorável, Ambicioso, Taciturno, Anti-social, Analítico, Pessimista, Conhecedor, Estudioso, Desconfiado e Solitário.
O temperamento do biotipo pulmonar pode ser considerado indisciplinado quando solicitado por outros, mas com sua vida terá férrea disciplina. Apresenta memória fotográfica sendo altamente criativo em todas as áreas da prática do conhecimento humano. Fisicamente apresenta mãos e pés bonitos e bastante longos em relação ao corpo longilíneo. Emocionalmente melancólico, solitário, criativo e desconfiado. Caso sofra opressão, crítica, ou seja surpreendido por mudanças bruscas ou radicais, questionará a situação não de forma ostensiva, mágoa e forte ligação com a mãe. BIOTIPO RENAL (fleumático)
Palavras Chave: Emoção controlada, mas de sentimentos fortes, Fisicamente cheios e baixos, Covardes, Indolentes, Dedicado, Inconstante, Linguarudo, Maçador, Preguiçoso, Contemplativo, Reservado, Tímido, Resignado, Lento, Profundo estudioso, Caseiro, Hesitante, Invejoso, Mesquinho, Egocêntricos, Envergonhados, Ganancioso e Sóbrios.
O temperamento do biotipo renal busca e se fortalece na convivência em grupo. Fisicamente apresenta mãos e pés pequenos em relação à proporção corporal, entretanto há uma pequena parcela que apresentam mãos e pés grandes, cabelos grossos, olhos com pouco brilho; distingue vários sons simultaneamente, precisam tomar pouca água, mas não transpiram e urinam bastante. Emocionalmente é ligado ao pai, perfeccionista por natureza, buscam a segurança, gostam de pessoas mais velhas e colecionam objetos, especialmente antigos. BIOTIPO CARDÍACO (sanguineo)
Palavras Chave: Sociável, Amigável, Não se mantêm no mesmo sítio por muito tempo, Fisicamente bem proporcionados, Alegre, Generoso, Dedicado, Afável, Pacificadores, Honesto, Modesto, Religioso, Superficial, Distraído, Otimista, Fiel, Liberal, Cortês, Misericordioso e Confiável.
O temperamento do biotipo cardíaco é admirado pelo seu porte. A memória é acumulativa, demorando, as vezes para compreender e aprender algo, mas a partir do momento que o faz, não esquece mais. Acredita ter nascido para dar certo na vida. Fisicamente apresenta cabelos finos, tórax desenvolvido, tronco curto, possui brilho nos olhos, pele seca e clara. Emocionalmente é espontâneo, descontraído e bastante extrovertido. Não guarda raiva e a franqueza é sua principal virtude. Apresenta forte ligação com a mãe.
A adequação alimentar de acordo com tipos humanos, que era praticada no Egito e na Grécia. Agora, surge com a força de uma chave natural para a saúde no século 21, baseada em metodologia interdisciplinar que une conhecimentos da Medicina Tradicional Chinesa, da psicologia e da biotipologia. A terapia biotipológica, baseada na terapia alimentar, sem remédios e com baixo custo de tratamento, é a proposta do professor Carlos Beretta, Ele assegura que fazendo corretamente a alimentação recomendada para cada biotipo a pessoa se sentirá equilibrada, tanto física quanto emocionalmente. Com melhor funcionamento fisiológico, o indivíduo fica mais bem-humorado, tem mais disposição, com conseqüente perda ou aumento de peso, conforme cada caso, vivendo melhor e com saúde.
A terapia biotipológica, quando associada à alimentação, torna-se um instrumento de grande valia para o homem moderno, pois ao mesmo tempo em que cuida do corpo e do espírito, o levará a integrar-se plenamente ao mundo em que vive. |
sábado, 29 de março de 2014
BIOTIPOLOGIA HUMANA
VIDAS PASSADAS
A curiosidade do ser humano em relação a vidas passadas não é de hoje. Isto se deve à sua própria natureza insegura. Dentro deste contexto surgiram diversas correntes do pensamento filosófico e religioso. Algumas pregam o retorno à vida tantas vezes quantas necessárias até o perfeito aprimoramento espiritual. Outras, de origem oriental, dizem que os renascimentos são constantes sendo seu limite um mistério. Ultimamente até a ciência, através da física quântica, tem se interessado pelos fenômenos inexplicáveis. Reconhece que existe alguma estrada que poderia nos ligar a um registro cósmico que guarda informações do passado. Este mesmo pensamento é encontrado no fenômeno que C. G. Jung, notável psicólogo suíço, chamou de sincronicidade.
A mística sobre a reencarnação tem sido, por séculos, objeto de fascinação para a mente humana. Desde o início dos tempos o homem tem cogitado sobre a possibilidade de a vida ser contínua, no qual o processo de vida e morte são somente fases que evoluem de um estágio da existência para outro. Toda vida é mudança e toda mudança é vida, mas vida eterna é o que os Mestres da antiguidade prometiam e neste reino da vida eterna tudo muda - embora nada se altere. O que é realmente a existência humana? É ela a vida física do homem, suas façanhas e realizações, os princípios pelos quais ele luta, ou há algo mais sutil ainda, que cria e recria a vida humana ? Nossos sentidos podem facilmente nos enganar, já que neste exato momento você acredita que o texto que está lendo é real. Mas a verdade real existe através das mansões do tempo e do espaço, e houve um tempo no qual este texto não existia e haverá um tempo, no futuro, no qual ele deixará de existir. Foi o pensamento criativo e criador que deu existência a este texto em termos de energia focalizada, para permitir sua existência física. O pensamento criará muitos outros textos e quando todos tiverem deixado de existir, os conceitos destes textos criarão outros mais ainda. A idéia do eu é o eu real; não o eu visto pelo outro. O eu real não é o corpo físico, já que não se aceita jamais que seus efeitos terminem na fronteira delimitada pela pele. O tempo não existia para você, quando você não existia e cessará de passar quando você deixar de existir; mas partes de você mudarão, já que durante sua vida eterna você passará por transformações à medida que sua alma viaje rumo à perfeição. No Antigo Egito os corpos das almas que se evolavam eram sepultados com seus bens mais queridos, de forma a ficarem confortáveis em sua futura jornada. Na Índia, por muitos anos corpos eram cremados para que a alma saísse das cinzas diretamente para Brahma; mais recentemente, os corpos dos hindus eram deixados como repasto para as aves, pela certeza de que a estrutura física era somente o templo que abrigava a alma. Os Xamãs indigenas sabem muito sobre a vida eterna e creem que a vida após a morte é mais do que uma possibilidade, é um fato. Costumam praticar projeções do corpo astral regularmente, dentre outros talentos chamados "paranormais" próprios de um "médium" Aparições de espíritos têm sido registradas desde o começo dos tempos em todas as partes do mundo e em todas as culturas. Homens ouvem vozes, recebem mensagens, vêem formas espirituais e, em alguns casos, até mesmo têm contato com suas vidas passadas. O cético poderá atribuir muitas dessas manifestações a mentes desequilibradas, mas em muitas ocasiões a prova de outras formas de vida é tão substancial que mesmo a mente mais crírtica deve se deter e refletir. Particularmente, nos casos em que as explicações científicas e médicas falham, o processo da vida eterna pode ser visto não apenas como plausível mas, de fato, como a única explicação lógica. Quantas vezes você já teve a sensação de que já esteve em algum lugar sem nunca te-lo visitado antes, já ter visto uma pessoa sem nunca tê-la conhecido. É o fenômeno "Déjà vu" que significa "Já visto" em francês. Normalmente essa sensação vem acompanhada de uma forte emoção que pode despertar sentimentos os mais diversos, negativos ou positivos. Os pesquisadores nessa área, acreditam que o espírito sobrevive à morte física e que o inconsciente das pessoas armazena experiências e sentimentos ao longo de vidas sucessivas. Então num dado momento, o inconsciente, despertado por uma visão, uma palavra, ou algum outro fato relevante traz ao consciente essas memórias provocando o fenômeno "Déjá vu", como o inconsciente, nem sempre separa o passado do presente, ficamos com a impressão de que o fato refere-se à vida atual. O despertar dessas "memórias", também pode ser provocado intencionalmente, com o objetivo da cura psicoterapêutica, com o método chamado "TVP" - Terapia de Vidas Passadas, que é um método de tratamento da Psicologia, praticado por profissionais credenciados e que geralmente acreditam na reencarnação. A Regressão à Vidas Passadas é apenas uma das técnicas aplicadas à TVP. Na Regressão o paciente é levado a relaxar para permitir o acesso ao seu inconsciente. Nesse processo, surgem em sua mente, lembranças dessa vida ( da infância, por exemplo) ou de vidas passadas. O paciente pode citar nomes, descrever fatos, pessoas, e até sentir dores durante a regressão. Através da Regressão, o paciente é levado a desvendar problemas do passado, dessa vida ou de outras, que possa, estar interferindo no presente. Quando finalmente, consegue separar acontecimentos passados de vivências presentes, o seu inconsciente é reprogramado para compreender a natureza de seus conflitos, dores físicas, traumas emocionais, problemas de relacionamento, etc., identificando-os com o passado e eliminando-os do presente. Embora muitos de nós não tenhamos lembranças conscientes de vidas passadas, nós não só estamos vivendo os efeitos do que provocamos naquelas vidas como são aquelas mesmas causas que provocaram que nascêssemos todos diferentes uns dos outros. Essa diferença refere-se ao grau de evolução de cada indivíduo. É fato que todos vivemos sob a mesma lei cármica, e que cada um está num degrau diferente da escada da perfeição. Cada passo é uma fase diferente, sendo a mais importante de todas a que nos envolve a cada momento. Sempre como consequência de todos os passos que nos trouxeram ao nível da escada em que estamos agora. Cada um dos passos superados foi uma encarnação passada e devemos estar o tempo todo seguros de que cada parte da escada que nos ampara e eleva está firme e estável. Porque é mais perigoso correr escada acima, se ela balança, do que lutar em cada degrau inferior até torná-los seguros. Uma outra forma de abordar as vidas passadas é a utilizada pelos místicos, através da Astrologia Cármica associada à Numerologia Cabalística. Na astrologia tradicional, a décima segunda casa representa a autodestruição, os assuntos secretos e o processo subconsciente. Acredita-se que carregamos memória cármica em nosso subconsciente e que essas lembranças podem nos enfraquecer na vida presente. Quando removemos o obstáculo criado por medos e culpas subconscientes, vemos que o caminho para transformação pessoal está ainda mais além. A Astrologia, que é uma ciência milenar, aplicada ao estudo da influência dos astros no comportamento humano, afirma que quando a órbita da Lua se cruza com a órbita da terra ou do Sol, forman-se os Nódulos Lunares. Esses nódulos representam as principais chaves para o entendimento de cada vida como parte de um tecido contínuo. Eles indicam a sua herança das vidas passadas e podem ajudá-lo a compreender melhor o seu carma. Os Nódulos Lunares representam a relação de causa e efeito através da qual você dirige sua vida; eles fazem a diferença entre a Astrologia comum e a Astrologia Espiritual. Estes dois pontos sensíveis podem mostrar-lhe quais são seus objetivos atualmente e quais os hábitos de vidas passadas que o estão impedindo de alcançá-los. É através dos Nódulos Lunares que a Astrologia Ocidental se capacita a relacionar esta ciência divina com o conceito hindu de reencarnação e passa a chamar-se de "Astrologia Cármica". Os Nódulos Lunares são como pólos magnéticos da alma, um vindo do passado e outro rumando para o futuro. O processo a que chamamos vida, mescla estes dois extremos de forma a permitir a felicidade do indivíduo, já que a presente encarnação é um símbolo de sua transição do passado ao futuro. O Nódulo Norte da Lua não se caracteriza como planeta, mas pode ser considerado uma ponte entre sua vida presente e seu futuro. O Nódulo Sul da Lua é considerado uma ponte entre sua vida passada e esta onde você está vivendo. O Nódulo Lunar Norte influencia positivamente a sua vida, ele mostra os pontos de sua personalidade que devem ser trabalhados para que você possa evoluir espiritualmente nessa existência. O Nódulo Lunar Sul, que se localiza sete sígnos após o Nódulo Lunar Norte, exerce uma influência contrária ou negativa, indicando de que forma atuam os seus instintos, conforme as experiência que trouxe de suas vidas anteriores. Para um astrólogo experiente, a interpretação do Sol, da Lua e das posições do Nódulos Lunares, podem revelar toda a vida da pessoa. A Numerologia Cabalística utilizando o princípio da sincronicidade,que é adotada por esta técnica, busca em nosso inconsciente os registros do passado de uma pessoa que tenha o mesmo número ou código individual que cada um de nós possui na vida atual, como uma espécie de impressão digital. A introspecção é a porta sincronística que nos leva a este registro cósmico enquanto a numerologia nos remete ao indivíduo procurado. Uma das mais fascinantes revelações que se pode ter por esta técnica é a relaçao numerológica : nome/causa/efeito. O famoso filósofo, teólogo e místico irlandês George Berkeley afirmava que o que vemos é o resultado de nossa consciência ou atividade mental e não dos nossos sentidos. E aquilo que pensamos, passa a ter vida em algum lugar e em algum tempo. Assim, para aqueles que acreditam, o seu personagem é efetivamente real; para os que não acreditam é preferível não lidar com estes fenômenos. |
A Magia dos Sonhos
Todas as pessoas sonham. Platão já sustentava a opinião moderna de que os sonhos revelam a verdadeira natureza do ser humano. Na sua obra "República", escreveu que, " em todos nós, mesmo nos homens bons, há uma natureza selvagem, bestial e sem lei, que surge durante o sono ". No entanto, foram Freud e Jung que apresentaram as mais importantes teorias sobre os sonhos. Freud, afirmou que os sonhos são consequências da repressão de alguns de nossos desejos, tão estranhos à nossa natureza consciente, que só aparecem sob a forma de símbolos, uma de suas obras " Interpretação dos Sonhos ", trata especificamente sobre esse assunto.
Jung, além de compartilhar das idéias de Freud, reconhecendo o inconsciente ou " Id " , também sugeriu que havia algo que denominou de " Inconsciente Coletivo " , uma parte da mente na qual estão depositadas as informações comuns a todos os seres humanos, assim pretendia explicar o fato de pessoas de culturas diferentes, de pontos opostos da Terra, relatarem sonhos com símbolos específicos, aparentemente com o mesmo significado. Psicólogos, analistas, psicoterapeutas, médicos e escritores especializados, nos falam sobre a importância dos sonhos. A Psicanálise, recorre à análise dos sonhos, como forma de investigar quais impulsos incoscientes influenciam a conduta do sujeito. A terapia, consiste basicamente em ouvir o relato do paciente e explorar o seu conteúdo simbólico. Segundo os estudiosos do sono, os sonhos ocorrem em uma fase do sono denomidada, em inglês " REM " Rapid Eye Movement, ou em Português " MRO " Movimento Rápido dos Olhos, na qual os olhos moven-se rapidamente por baixo das pálpebras fechadas. Esse estado do sono caracteriza-se por atividade cerebral tão intensa, quanto a que se desenvolve em estado de vigília, comprovado por meio de registros obtidos com o uso de eletroencéfalográfico. Porém o objeto de nosso estudo dos sonhos sob a ótica da Magia, nos remete aos primórdios da humanidade, quando o homem sonhava e procurava nos sonhos as mensagens que os deuses lhe enviavam através dos símbolos neles contidos. O mais antigo registro de interpretação dos sonhos, datam do início de nossa era, no antigo Egito e Caldea. Os magos, intuitivamente compreendiam a existência de uma relação entre o sonho e quem sonha. Elaboraram sistemas interpretativos, cujos vestígios encontramos na mitologia, na bíblia e nos escritos de filósofos gregos, árabes e orientais dos primeiros séculos. Baseava-se na observação, na intuição, na experiência e no raciocínio. A interpretação tradicional, caracterizava-se por atribuir aos sonhos, uma dimensão essencialmente premonitória. O sonho era então considerado como uma advertência dos deuses, e a sua interpretação destinava-se a orientar as pessoas na sua vida cotidiana. O exemplo clássico desse fato é o sonho do Faraó do Egito: O Faraó sonhou com sete vacas magras que devoravam sete vacas gordas, então José, numa predição simbólica, anunciou-lhe sete anos de fome que se seguiriam aos sete anos de fartura que o Egito conhecera. Com base nessa interpretação o Faraó, tomou então medidas que possibilitou a sobrevivência do povo Egípcio durante os anos maus e ainda comercializou o excedente com os povos vizinhos que não tomaram as mesmas precauções. O Valor prático e material dos sonhos, nos é revelado, quando aprendemos a interpretá-los corretamente. A interpretação deve obedecer à critérios sumamente cuidadosos. Por exemplo, devemos considerar as influências do tempo, da temperatura, dos sígnos do zodíaco e do estado de saúde de quem sonha. Se a pessoa que sonhou estiver doente, o seu sonho não deve ser interpretado, pois poderá ter sido influienciada pelo abatimento em que se encontra. Além das influências já descritas, para uma interpretração acertada dos sonhos, devemos observar a quantidade de dias decorridos, entre o dia do sonho e a última Lua Nova e então classificá-lo de acordo com a " Tabela de Classificação dos Dias ". Obs : Considera-se o primeiro dia da Lua Nova, quando esta aparece de manhã. se ela aparecer após o meio dia e antes da meia noite, considera-se o dia seguinte como o primeiro dia. Tabelas com os dias e horários das fases da lua, também são publicadas em calendários, jornais e revistas.
De acordo com a tabela acima, os sonhos são classificados da seguinte forma:
PRÓSPEROS : Nesses dias a interpretação é favorável para aquele que sonha.
DESFAVORÁVEIS : O sonho deve ser interpretado no sentido contrário, se este for de bom agouro.
CONTRÁRIOS : Os sonhos que embora tenham um significado favorável, ou desfavorável, deverá ter sua interpretação tomada no sentido inverso .
DUVIDOSOS: Os sonhos nesses dias, não representam realmente a significação dada à eles, muitas vezes a realidade será diferente à que se menciona no seu significado.
NULOS : Nesses dias a interpretação dada aos sonhos, fica sem valor, pois a Lua estará agindo sobre o indivíduo, anulando qualquer significação.
Confira a Seguir algumas interpretações de sonhos de acordo com " O Livro de Sonhos de Ziloaustro ", um dos mais antigos do gênero.
AMOR : Por uma loura, viagem próxima; por uma morena, separação; adultério, felicidade no jogo. Por uma pessoa feia, casamento feliz; por uma bonita; desunião; por uma velha, morte ou doença em família; rejeitado, solução satisfatória de uma dificuldade.
BALEIA : Vê-la no mar; viagem longa; vê-la na terra ou morta, perigos iminentes; caçá-la, herança.
CAVEIRA : Ver uma, vida longa; vê-las em grande quantidade, falecimento de parente ou amigo; ver a própria caveira, dificuldades passageiras.
DOR : Sentí-la, restabelecimento de pessoa doente; ver alguem sofrendo, viagem próxima.
ESTRUME : Sonhar com êle de qualquer forma é de bom agouro, especialmente para o jôgo ou amor.
FEIRA : Aborrecimento por questões de dinheiro
GAVIÃO : Vê-lo voando, doença em criança; pousado, intrigas.
HAREM : Desavenças na família
INVENÇÃO : Fazê-la, progresso na vida,
JUSTIÇA : É sonho de muito mau agouro. Representa doenças e atrazos na vida e especialmente perseguisões.
KANGURÚ : Significa aumento na família, parto feliz, noivado próximo ou casamento.
LÁBIOS : Vermelhos, felicidade em amores; pálidos, acidente leve; grossos, separação; ensanguentados, mudança.
MAGREZA : Ficar muito magro, perda de bens; ver alguém muito magro, vitória sobre os inimigos
NÓ : Fazê-lo, vitória sobre os inimigos; desmanchá-lo, traição; não podê-lo desmanchar, complicações na vida.
OSTRAS : Comê-las, melhoria de posição econômica; colhê-las, felicidade no jogo durante três dias; comprá-las ou vendê-las, perda de emprego.
PIRÂMIDES : Vê-las, abundância; subir, felicidade no jôgo durante três dias.
QUINTAL : Cultivado, lucros inesperados; abandonado, doenças; com criação, melhoria de emprêgo ou de posição econômica
RAIO : Vê-lo no espaço, questões judiciais; vê-lo cair, separação; cair em sua casa, mudança; cair sobre aquele que sonha, acidente próximo
SAL : Vê-lo nas salinas, felicidade inesperada; trabalhar, atrapalhações; entorná-lo, infelicidade
TÚMULO : Colocar um caixão dentro, morte na família
VACA : Vê-la no campo, fartura para agricultores; possuir diversas, boas colheitas
XADREZ : Jogar, felicidade nos negócios; ver alguém jogar, aborrecimentos por questões de dinheiro; perder, notícias favoráveis; ganhar, separação.
ZERO : Escrever diversos, felicidade no jôgo durante três dias; ver muitos, evite os jogos nesse dia.
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A Magia das Religiões
RELIGIÃO EGÍPCIA
O Portal da Magia Dourada, convida todos os akh ( renascidos ) para uma viagem ao Egito antigo. Passageiros com destino ao Dwat ( Reino dos Mortos ), a Barca de Rá os levará em uma viagem ao passado, milhares de anos antes de nossa era. Amon Sol anuncia, a próxima partida será agora !!!. Se você ouviu o chamado, não fique aí parado, embarque imediatamente, como bagagem, traga apenas o seu interesse em conhecer melhor a antiga civilização egípcia. Boa Viagem!!.
Para compreendermos a religião do Antigo Egito, precisamos recuar no tempo, milênios atrás, quando os deuses ainda andavam pela terra e viviam em um local que se chamava Atlântida, uma grande Ilha, que se localizava entre a África e as Américas, no Oceano Atlântico. Na Atlântida não existia o mal e seus habitantes seguiam as leis da natureza. Como o processo de criação ainda não havia terminado, os Atlantes testemunharam a criação das plantas, animais, pássaros e seres rastejantes. Viram também a formação da Lua, quando o "Grande Astro Rubro", por ocasião de sua passagem, arrancou uma parte do planeta e a atirou ao espaço. Este pedaço do planeta, incandescente como carvão em brasa, ficou girando em torno da Terra, preso em seu campo gravitacional e à noite brilhava como um sol vermelho. Com o impacto ocorreram muitas transformações no planeta e o solo de Atlântida tornou-se instável. Toth, sabendo que a "Grande Ilha" poderia submergir no oceano, ordenou a emigração das quatro famílias que representavam a população Atlante. Estas famílias eram formadas pelos seguintes casais : Nun e Naunet "Oceano Primordial", Hehu e Hehut "Eternidade", Kekui e Kekuit "Escuridão", Amon e Amaunet "Ar". Antes da catástrofe final, os Sábios e Sacerdotes Atlantes, cientes de que os dias daquela civilização estavam contados, partiram de lá, com destino à quatro regiões distintas: Para a América Central, dando origem a Civilização Maia e a todos os descendentes da Raça Vermelha; para o noroeste da Europa, onde posteriormente na Bretanha, deram origem à Civilização Celta e a todos os descendentes da Raça Branca; para a Ásia onde deram origem à Civilização Chinesa e a todos os descendentes da Raça Amarela e finalmente para o nordeste da África onde deram origem a Civilização Egípcia e a todos os descendentes da Raça Negra. Os atlantes levaram com eles grandes conhecimentos sobre construção de pirâmides, e sobre a utilização prática de cristais, assim como conhecimentos elevados de outros ramos científicos, como matemática, geometria, astronomia, medicina, agricultura, etc. A família de Amon e Amaunet, acompanhada de Toth e de outros sábios e sacerdotes, chegaram ao norte da África por volta do ano 50.000 a. C., conhecido em arqueologia como o período pré-dinástico. Encontraram uma população autóctone primitiva, sobrevivendo da caça e da coleta, que não dominava a agricultura e tampouco domesticava animais. Os nativos ficaram maravilhados com a visão daqueles néteres (deuses), saindo do "Ovo Dourado" que surgiu voando. Os Mestres Atlantes ficaram fascinados com a beleza da região e principalmente com a docilidade de seus habitantes. Resolveram então se estabelecer no delta do Nilo e iniciar o processo de transmissão das artes da agricultura e da civilização. Estabeleceram as bases da religião egípcia, inspirada na religião atlante, essa religião era essencialmente monoteísta, com a crença em um deus principal criador de todo o universo, sem gênero ou forma, ao qual davam o nome de Amon-Rá ( A luz Oculta ), Atun-Rá ( A fonte e o fim de toda Luz ) ou simplesmente Rá ( A luz de Deus ). Os outros néteres ( deuses ) eram apenas as emanações de Rá em seus vários aspectos. As questões espirituais estavam intimamente ligadas à ciência e às demais áreas do conhecimento humano. Os Sacerdotes Atlantes adaptaram seus princípios religiosos às crenças locais, que representavam aspectos da natureza, como o Sol, a Lua, as cheias e vazantes do Nilo, etc. Criaram mitos e lendas para assim perpetuar seus ensinamentos, dentre as quais a mais significativa é a lenda de Isis e Osiris.
Para organizar a vida civil e religiosa no Antigo Egito, os Sacerdotes criaram vários tipos de eventos sagrados chamados festivais, que eram celebrados segundo três calendários: O Calendário Lunar, de 30 dias, dividido em três semanas de 10 dias cada, baseado nas fases da Lua; O Calendário Civil, de 365 dias, baseado no Sol e nas estações do ano que eram apenas três : Akhet ( Inundação ), Pert ( Semeadura ) e Shemu ( Colheita ); O Calendário Sótico, baseado no ciclo da estrela Sótis ( Sírius da constelação do Cão Maior ). Como o ano lunar de 12 meses de 30 dias resultava em um ano de 360 dias, ajustaram-no ao ano solar com mais cinco dias, chamados "Epagômenos", em que se homenageavam os grandes Néteres: Osiris, Hórus, Seth, Isis e Néftis.
Os principais festivais eram os seguintes: • Festivais dedicados a um Neter ou Nétrit ( deus ou deusa ) em particular, homenageando-os por meio da recordação pública de suas vidas míticas. • Festivais para homenagear os mortos, gerando um sentido de comunidade tribal e valorizando a história ancestral, marcando os ciclos de tempo • Festivais que iniciavam os ciclos do trabalho agrário de preparar o solo, semear e colher. Inicialmente, os Sábios Atlantes, tiveram muito cuidado com a transmissão dos ensinamentos científicos e decidiram que o conhecimento da energia "vril" não seria transmitido, a fim de evitar que esta, fora de controle pudesse vir a reeditar a catástrofe anterior ( A destruição de Atlântida teria sido provocada pela má utilização dessa energia, irradiada para o espaço através da "Grande Pirâmide de Cristal", o que alterou a órbita do "Astro Rublo" atraindo-o em direção à Terra ). Para o exercício desse controle criaram as "Escolas Iniciáticas", onde os ensinamentos eram transmitidos somente àquelas pessoas que primeiramente passassem por rigorosas provas de coragem e fidelidade. Os ensinamentos permaneciam velados para a grande massa popular, ainda não suficientemente preparada para aprendê-los. Todavia toda a população egípcia sabia destes mistérios que se relacionavam com a vida depois da morte e de como preparar-se para enfrentá-los corajosamente. Como os nativos não dominavam a escrita, as instruções eram ministradas através do Medu-Netru ( símbolos ), que os arqueólogos atuais denominam "hieróglifos". Os caracteres gráficos falavam diretamente ao subconsciente e despertavam a inteligência dormente no íntimo daqueles seres, colocando-os em contato direto com o Grande Arquiteto dos mundos. Esses hieróglifos foram gravados por Toth em 78 lâminas de ouro, subdivididas em 22 arcanos ( segredos ) maiores e 56 arcanos menores, que encerravam todo o conhecimento oculto, compondo uma espécie de livro que recebeu o nome de Tarot, que significa "Rota" ou "Caminhos". Escreveu também o Livro "M-Dwat" ou "O Livro dos Mortos", também conhecido como "O Livro para sair à Luz", contendo todas as doutrinas espirituais da antiga religião egípcia. O aprendizado incluía as técnicas de arquitetura, segundo os mais exatos cálculos matemáticos e astronômicos, que foram utilizados na construção da grande pirâmide chamada "Khut", a "Luz", que era uma réplica em pedra, daquela que existiu no centro de Atlântida e que era fundida em uma única peça de cristal. Os neófitos estavam simbolicamente empenhados na construção da pirâmide, assim como na edificação moral, social e religiosa daquela civilização. Os mestres formados nos mistérios recebiam o título de Hierofantes e seu expoente máximo chamava-se Faraó, líder religioso e político. Osiris foi o primeiro Faraó do Egito, Hórus o segundo. Apesar da beleza física dos nativos, Toth não permitiu que qualquer dos néteres tivessem qualquer união com os membros daquela população, evitando assim que houvesse uma alteração genética que resultaria em um salto evolutivo daquele povo. Essa determinação resultou no costume dos casamentos consanguíneos da família real. Com essa estrutura sócio-político-religiosa, onde estado e religião estavam intimamente ligados, nasce a cultura do antigo Egito. A antiga civilização Egípcia durou até o Sec. 1.º a. C. Nesse longo período, desenvolveu-se uma religião complexa, com muitos deuses diferentes que evoluíram como versões deificadas de aspectos locais. Em conseqüência, determinados deuses foram associados a lugares específicos. Em Menfis, Ptah era tido como o criador, em Heliópolis Amon-Rá era o supremo deus. Com o tempo, algumas divindades adquiriram importância nacional. Por exemplo, os regentes do mundo subterrâneo, Isis e Osiris, e o deus do sol Rá, assumiram muitas formas e influenciaram todos os aspectos da vida egípcia.
Conta a lenda que Seth com inveja de Osiris, por este ter herdado o reino do pai na terra, engendrou um plano para matá-lo e assim usurpar o poder. Quando Osiris dormia, Seth tirou suas medidas e ajudado por 72 conspiradores, mandou construir um esquife com as medidas exatas de Osiris. Organizou um banquete e lançou um desafio, aquele que coubesse no esquife o ganharia de presente. Todos os deuses entraram e não se ajustaram.
Assim que Osiris entrou no esquife, Seth o trancou e mandou jogá-lo no rio, a correnteza o levou até a Fenícia. Ali ficou preso em uma planta até fazer parte do caule, que foi usado para construir uma coluna o "Djed". Isis partiu em busca do esposo, e após muitas aventuras, conseguiu regressar ao Egito com a caixa, que escondeu em uma plantação de papiro. Seth a descobriu e cortou o corpo de Osiris em quatorze pedaços, que espalhou pelo Egito. Novamente Isis parte em busca dos despojos do esposo e dessa vez ajudada pela irmã Néftis, transformadas em milhafres (espécie de ave de rapina, semelhante ao abutre), encontram todas as partes de Osiris, exceto o órgão genital, que havia sido devorada por um peixe o Oxirincos. Isis foi ajudada por Anubis que embalsamou Osiris, e este tornou-se a primeira múmia do Egito. Utilizando seus poderes mágicos, Isis, conseguiu que Osiris a fecundasse e dessa união nasceu Horus. Seth iniciou uma luta pelo poder que envolveu todos os deuses. Por fim o próprio Osiris a partir do outro mundo, ameaçou mandar levantar todos os mortos se não fosse feita a justiça. Rá e um tribunal de deuses estabeleceram que a sucessão fosse hereditária, e assim, Hórus pôde reinar. Dessa maneira o Faraó em vida convertia-se em Hórus e ao morrer identificava-se com Osiris, o soberano do Além, considerando-se igual ao deus.
A mumificação e os rituais funerários obedeciam regras rígidas, estabelecidas pelo próprio Anúbis e duravam 70 dias. Após a retirada dos órgãos internos, os embalsamadores colocavam as vísceras em vasos sagrados chamados "Vasos Canopos", cada um sob a proteção de um dos quatro filhos de Hórus. Inseti, com cabeça de homem protege o fígado; Hapi com cabeça de babuíno, os pulmões; Duamutef com cabeça de cão o estômago; Kebehsenuf, com cabeça de falcão, os intestinos.
O coração era lacrado no próprio corpo. Os Egípcios o consideravam como o órgão tanto da inteligência como do sentimento e portanto, seria indispensável na hora do juízo. Somente à alguém com um coração tão leve quanto a pluma da verdade, o deus Osiris permitia a entrada para a vida eterna. Os Egípcios não davam nenhuma importância ao cérebro. Após extraí-lo através das narinas do morto, os embalsamadores o jogavam fora. Depois de secar o cadáver com sal de natrão, eles o lavavam e besuntavam com resinas conservadoras e aromáticas. Finalmente, envolviam o corpo em centenas de metros de tiras de linho, entre essas tiras eram colocados diversos amuletos que protegiam o morto contra inimigos e demônios do mundo subterrâneo. Antes de a múmia ser colocada no túmulo, um sacerdote funerário celebrava a cerimônia da abertura dos olhos e da boca, a fim de devolver á vida todos os sentidos do morto.
A vida eterna começa no túmulo, com uma viagem pelo mundo subterrâneo. Primeiro o 'Ka" ( Força Vital ), deixa o corpo, acompanhado após o enterro pelo "Ba" ( Alma ). Hórus conduz o "Ba" através dos portais de fogo e da serpente até o salão do juízo. Anúbis, pesa o coração do morto, sede de sua consciência, junto com a pena de Maat, ou da verdade. Osiris observa na condição de juiz. Se o coração for mais pesado do que a pluma, Amut, um monstro parte leão, parte crocodilo e parte hipopótamo o devora, condenando o morto a um coma perpétuo. Se o coração equilibra com a pena da verdade, o "Ba" e o "Ka" reúnem-se para formar um "Akh", ou espírito, que emerge do mundo dominado pelo Osiris coroado. O "Akh" pode então retornar ao mundo dos vivos e desfrutar de seus prazeres, incluindo o amor de sua esposa e a atenção de seus servos. A vida agora lhe pertence por toda a eternidade.
Os deuses do antigo Egito, foram Faraós que reinaram no período pré dinástico. Assim, os mitos foram inspirados em histórias que aconteceram de verdade, milhares de anos antes de sua criação. Para a cultura do antigo Egito o casamento consangüíneo tinha o sentido de complementaridade, unir céu e terra, seco e úmido, por essa razão diversos deuses eram irmãos que se casavam entre si. Osiris foi o primeiro Faraó e, que com o passar do tempo foi divinizado. Seu reinado em vida marcou uma época de prosperidade e ao morrer passou a ser o soberano do reino dos mortos.
Os deuses egípcios eram representados ora sob forma humana, ora sob forma de animais, considerados sagrados. O culto de tais animais era um aspecto importante da religião popular dos egípcios. Os teólogos oficiais afirmam que neles encarnava-se uma parcela das forças espirituais e da personalidade de um ou mais deuses. Deve ser entendido que o "deus" não residia em cada vaca ou em cada crocodilo. O culto era dirigido a um só indivíduo da espécie, escolhido de acordo com determinados sinais e entronizado num recinto especial. Ao morrerem, os animais sagrados eram cuidadosamente mumificados e sepultados em cemitérios exclusivos. |
NUN, é a divindade mais primitiva do panteão de Heliópolis. Personificava o abismo líquido ou as águas primordiais, a partir do qual todo o mundo foi criado; é a divindade mais velha e sábia de todas. Era representado como um homem barbado, com uma pena na cabeça e portando um cajado. É uma divindade bissexual e à vezes masculino. Nun gerou Atun (o sol nascente) e Re ou Rá (o sol do meio dia).
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ATUN, Uma das manifestações do deus sol, especialmente ao entardecer, original de Heliópolis, era representado por um homem barbado usando a coroa dupla do faraó e menos freqüentemente, como uma serpente usando as duas coroas do Alto e do Baixo Egito. Era considerado o rei de todos os deuses, aquele que criou o universo. É o mesmo deus Rê ou Rá que gerou Shu o ar e Tefnut a umidade. Atun e Rê ou Rá, foram mais tarde unidos ao deus carneiro de Tebas Amon e ficou conhecido pelo nome de Amon-Rê ou Amon-Rá.
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AMON, o deus-carneiro de Tebas, rei dos deuses e patrono dos faraós. Senhor dos templos de Luxor e Karnac. Tem por esposa Mut e por filho Khonsu. Passou a ser cultuado por volta de 2000 a.C. e traz algumas funções de Rá, sob o nome de Amon-Rê ou Amon-Rá, o criador dos deuses e da ordem divina. Ele é o sol que dá vida ao país. À época de Ramsés III. Amon tornou-se um título monárquico, mesmo título que Ptah e Rá. Freqüentemente representado como um homem vestido com a túnica real e usando na cabeça duas altas plumas do lado direito, ele se manifesta, igualmente, sob a forma de um carneiro e, mais raramente, de um ganso.
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RÁ ( ou Rê), o criador dos deuses e da ordem divina, recebeu de Nun seu pai (mãe) o domínio sobre a Terra, mas o mundo não estava completamente acabado. Rá se esforçou tanto para terminar o trabalho da criação que chorou. De suas lágrimas, que banharam o solo, surgiram os seres humanos, masculinos e femininos. Eles foram criados como os deuses e os animais e Rá tratou de fazê-los felizes, tudo o que crescia sobre os campos lhes foi dado para que se alimentassem, não deixava faltar o vento fresco, nem o calor do sol, as enchentes ou as vazantes do Nilo. Como era considerado o criador dos homens, os egípcios denominavam-se o "rebanho de Rá". O deus nacional do Egito, o maior de todos os deuses, criador do universo e fonte de toda a vida, era o Sol, objeto de adoração em qualquer lugar. A sede de seu culto ficava em Heliópolis, o mais antigo e próspero centro comercial do Baixo Egito. Na Quinta Dinastia Rá, o Deus-Sol de Heliópolis, tornou-se uma divindade do estado. Foi retratado pela arte egípcia sob muitas formas e denominações e era também representado por um falcão, por um homem com cabeça de falcão ou ainda, mais raramente, por um homem. Quando representado por uma cabeça de falcão estabelecia-se uma identidade com Hórus, outro deus solar adorado em várias partes do país desde tempos remotos.
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SHU, deus do ar e da luz, personificação da atmosfera diurna que sustenta o céu. Sua tarefa é trazer Rá, o deus Sol, seu pai, e o faraó à vida no começo de cada dia. É representado por um homem barbado usando na cabeça uma pena simples ou quatro longas plumas. É a essência da condição seca, do gênero masculino, calor, luz e perfeição. Aparece frequentemente nas pinturas, como um homem segurando Nut, a deusa do céu, para separá-la de Geb, o deus da Terra. Com Tefnut, sua esposa, formava o primeiro par de divindades de Heliópolis. Era associado ao Leão.
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TEFNUT, considerada a deusa da umidade vivificante, que espera o sol libertar-se do horizonte leste para recebê-lo e não há seca por onde Tefnut passa. A deusa é irmã e mulher de Shu. É o símbolo das dádivas e da generosidade. Ela é retratada como uma mulher com a cabeça de uma leoa, indicando poder. Shu afasta a fome dos mortos, enquanto Tefnut afasta a sede. Shu e Tefnut são os pais de Geb e Nut.
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NUT, deusa do céu que acolhe os mortos no seu império, é muitas vezes representada sob a forma de uma vaca. Com o seu corpo alongado, coberto por estrelas, forma o arco da abóbada celeste que se estende sobre a terra. É como um abraço da deusa do céu sobre Geb, o deus da Terra. Nut e Geb são pais de Osiris, Isis, Seth, Néftis e Hathor. Osiris e Isis já se amavam no ventre da mãe e a maldade de Seth, logo ficou evidente, quando ao nascer, este rasgou o ventre da mãe.
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GEB, o deus da Terra é irmão e marido de Nut. É o suporte físico do mundo material, sempre deitado sob a curva do corpo de Nut. Ele é o responsável pela fertilidade e pelo sucesso nas colheitas. Ele estimula o mundo material dos indivíduos e lhes assegura enterro no solo após a morte. Geb umedece o corpo humano na terra e o sela para a eternidade. Nas pinturas é sempre representado com um ganso sobre a cabeça.
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OSÍRIS, irmão e marido de Isis, pai de Hórus. A origem de Osíris consta nos relatos da criação do mundo, sua geração é a ultima a acontecer e não representa mais os elementos materiais (espaço, luz, terra, céu...). Na lenda, que evoca o retorno da vida com a cheia do Nilo, após o período da seca, Osíris é morto, destruído e ressuscitado, representando a morte e renascimento da vegetação e de todos os seres. Por essa razão, ele é o deus dos mortos e do renascimento, rei e juiz supremo do mundo dos mortos. Acredita-se que ele tenha sido o primeiro Faraó e que ensinou aos homens as artes da agricultura e da civilização.
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ÍSIS, é a mais popular de todas as deusas egípcias, considerada a deusa da família, o modelo de esposa e mãe, invencível e protetora. Usa os poderes da magia para ajudar os necessitados. Ela criou o rio Nilo com as suas lágrimas. Conta a lenda que, após a morte de Osíris, ela transforma-se em um milhafre para chorá-lo, reúne os pedaços de seus despojos, se empenha em reanima-lo e dele concebe um filho, Horus. Ela defende com unhas e dentes seu rebento contra as agressões de seu tio Seth. Perfeita esposa e mãe ela é um dos pilares da coesão sócio-religiosa egípcia. Usa na cabeça um trono que é o hieróglifo de seu nome.
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SETH, personifica a ambição e o mal. Considerado o deus da guerra e Senhor do Alto Egito durante o domínio dos Hicsos, tinha seu centro de culto na cidade de Ombos. Embora inicialmente fosse um deus benéfico, com o passar do tempo tornou-se a personificação do mal. Era representado por um homem com a cabeça de um tipo incerto de animal, parecido com um cachorro de focinho e orelhas compridas e cauda ereta, ou ainda como Tífon, um animal imaginário formado por partes de diferentes seres, com a cabeça de um bode, orelhas grandes, como um burro. Associavam-no ao deserto aos trovões e às tempestades. Identificado com o lado negativo da lenda, a luta entre Osiris e Seth era a luta da terra fértil contra a areia do deserto.
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NÉFTIS, é a esposa de Seth, mas quando este trai e assassina Osíris, por quem era apaixonada, ela permanece solidária à Isis, ajudando-a a reunir os membros espalhados do defunto e também tomando a forma de um milhafre para velá-lo e chorá-lo. Como Isis, ela protege os mortos, sarcófagos e um dos vasos canopos. O hieróglifo de seu nome é um cesto colocado sobre uma coluna, que usa na cabeça,. É ainda na campanha de Isis que ela acolhe o sol nascente e o defende contra a terrível serpente Apófis.
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HÁTOR, personificação das forças benéficas do céu, depois de Isis, é a mais venerada das deusas. Distribuidora do amor e da alegria, deusa do céu e protetora das mulheres, nutriz do deus Hórus e do faraó, patrona do amor, da alegria, da dança e da música. Também é a protetora da necrópole de Tebas, que sai da falésia para acolher os mortos e velar os túmulos. Seu centro de culto era a cidade de Dendera, mas havia templos dessa divindade por toda parte. É representada na forma de uma mulher com chifres de vaca e disco solar na cabeça, uma mulher com cabeça de vaca ou por uma vaca que usava um disco solar e duas plumas entre os chifres. As vezes é retratada por um rosto de mulher visto de frente e provido de orelhas de vaca, a cabeleira separada em duas abas com as extremidades enroladas.
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HÓRUS, filho de Isis e Osíris, Horus teve uma infância difícil, sua mãe teve de escondê-lo de seu tio Seth que cobiçava o trono de seu pai Osiris. Após ter triunfado sobre Seth e as forças da desordem, ele toma posse do trono dos vivos; o faraó é sua manifestação na terra. Ele é representado como um homem com cabeça de falcão ou como um falcão, sempre usando as duas coroas do Alto e Baixo Egito. Na qualidade de deus do céu, Hórus é o falcão cujos olhos são o sol e a lua. Com o nome de "Horus do horizonte", assume uma das formas do sol, a que clareia a terra durante o dia. Mantenedor do universo e de todo tipo de vida, Horus era adorado em todo lugar. Ele é considerado o mais importante de todos os deuses, aquele que guia as almas até o Dwat ( Reino dos Mortos ).
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ANÚBIS, filho de Seth e Néftis, é o mestre dos cemitérios e o patrono dos embalsamares. É na realidade o primeiro entre eles, a quem se deve o protótipo das múmias, a de Osíris. Todo egípcio esperava beneficiar-se em sua morte do mesmo tratamento e do mesmo renascimento desta primeira múmia. Anúbis também introduz os mortos no além e protege seus túmulos com a forma de um cão, vigilante, deitado em uma capela ou caixão. Anúbis era também associado ao chacal, animal que freqüentava as necrópoles e que tem por hábito desenterrar ossos, paradoxalmente representava para os egípcios a divindade considerada a guarda fiel dos túmulos. No reino dos mortos, era associado ao palácio de Osiris, na forma de um homem com cabeça de cão ou chacal, era o juiz que, após uma série de provas por que passava o defunto, dizia se este era justo e merecia ser bem recebido no além túmulo ou se, ao contrário, seria devorado por um terrível monstro, Amut. Anúbis tinha seu centro de culto em Cinópolis.
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TOTH, divindade à qual era atribuída a revelação ao homem de quase todas as disciplinas intelectuais, a escrita, a aritmética, as ciências em geral e a magia. Era o deus-escriba e o deus letrado por excelência. Havia sido o inventor da escrita hieroglífica e era o escriba dos deuses; senhor da sabedoria e da magia. O que faz dele o patrono dos escribas que lhe endereçam uma prece antes de escrever. "Mestre das palavras divinas". Preside a medida do tempo, o disco na cabeça é a lua, cujas fases ritmam os dias e as noites. Representado como um íbis ou um homem com cabeça de íbis, ou ainda um babuíno.
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MAÁT, esta deusa, que traz na cabeça uma pluma de avestruz, representa a justiça e a verdade, o equilíbrio, a harmonia do Universo tal como foi criado inicialmente. É também a deusa do senso de realidade. Filha de Rá e de um passarinho que apaixonando-se pela luminosidade e calor do Sol, subiu em sua direção até morrer queimado. No momento da incineração uma pena voou. Era Maat. É a pena usada por Anúbis para pesar o coraçáo daqueles que ingressam no Dwat. Em sociedade, este respeito pelo equilíbrio implica na prática da equidade, verdade, justiça; no respeito às leis e aos indivíduos; e na consciência do fato que o tratamento que se inflige aos outros pode nos ser infligido. É Maát, muito simbolicamente, que se oferece aos deuses nos templos. Protetora dos templos e tribunais.
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PTAH, deus de Mênfis que foi a capital do Egito no Antigo Império, Ptah é "aquele que afeiçoou os deuses e fez os homens" e "que criou as artes". Concebeu o mundo em pensamento e o criou por sua palavra. Seu grande sacerdote chama-se "o superior dos artesãos". É, realmente, muito venerado pelos trabalhadores manuais, particularmente pelos ourives. Tem o préstimo dos operários de Deir el-Medineh. Apresenta-se com uma vestimenta colante que lhe dá a impressão de estar sem pescoço e usando na cabeça uma calota. Tem como esposa a deusa Sekhmet e por filho Nefertum, o deus do nenúfar ( plantas aquáticas ).
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SEKHMET, uma mulher com cabeça de leoa, encimada pelo disco solar, era uma de suas representações que, por sua vez, simbolizava os poderes destrutivos do Sol. Embora fosse uma leoa sanguinária, também operava curas e tinha um frágil corpo de moça. Era a deusa cruel da guerra e das batalhas e tanto causava quanto curava epidemias. Essa divindade feroz era adorada na cidade de Mênfis. Sua juba ( dizem os textos ) era cheia de chamas, sua espinha dorsal tinha a cor do sangue, seu rosto brilhava como o sol... o deserto ficava envolto em poeira, quando sua cauda o varria...
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BASTET, uma gata ou uma mulher com cabeça de gata simbolizava a deusa Bastet e representava os poderes benéficos do Sol. Seu centro de culto era Bubástis, cujo nome em egípcio ( Per Bast ) significa a casa de Bastet. Em seu templo naquela cidade a deusa-gata era adorada desde o Antigo Império e suas efígies eram bastante numerosas, existindo, hoje, muitos exemplares delas pelo mundo. Quando os reis líbios da XXII dinastia fizeram de Bubástis sua capital, por volta de 944 a.C., o culto da deusa tornou-se particularmente desenvolvido.
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KHNUM, um dos deuses relacionados com a criação era simbolizado por um carneiro, animal considerado excepcionalmente prolífico pelos egípcios. Segundo a lenda, o deus Khnum, um homem com cabeça de carneiro, era quem modelava, em seu forno de oleiro, os corpos dos deuses e, também, dos homens e mulheres, pois plasmava em sua roda todas as crianças ainda por nascer. Principal deus da Ilha Elefantina, localizada ao norte da primeira catarata do Nilo, onde as águas são alternadamente tranquilas e revoltas. Tem duas esposas Anuket (águas calmas) e Sati ( a inundação). Um dos velhos deuses cósmicos, é descrito como autor das coisas que são, origem das coisas criadas, pai dos pais e mãe das mães. Sua esposa Anuket ou Heqet, deusa com cabeça de rã, também era associada à criação e ao nascimento.
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SEBEK, um crocodilo ou um homem com cabeça de crocodilo representavam essa divindade aliada do implacável deus Seth. O deus-crocodilo, era venerado em cidades que dependiam da água, como Crocodilópolis, seu centro de culto, na região do Faium, onde os sáurios eram criados em tanques e adornados com jóias, protegidos, nutridos e domesticados. Um homem ferido ou morto por um crocodilo era considerado privilegiado. Sua adoração foi sobretudo importante durante o Médio Império.
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TUÉRIS, (Taueret ) era a deusa-hipopótamo que protegia as mulheres grávidas e os nascimentos. Ela assegurava fertilidade e partos sem perigo. Adorada em Tebas, é representada em inúmeras estátuas e estatuetas sob os traços de um hipopótamo fêmea erguido, com patas de leão, de mamas pendentes e costas terminadas por uma espécie de cauda de crocodilo. Além de amparar as crianças, Tueris também protegia qualquer pessoa de más influências durante o sono.
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KHEPRA, (escaravelho, em egípcio) ou um homem com um escaravelho no lugar da cabeça também representavam o deus-Sol. Nesse caso o besouro simbolizava o deus Khepra e sua função era nada menos que a de mover o Sol, como movia a bolazinha de excremento que empurrava pelos caminhos. Associados à idéia mitológica de ressurreição, os escaravelhos eram motivo freqüente das peças de ourivesaria encontradas nos túmulos egípcios.
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ÁPIS, o boi sagrado que os antigos egípcios consideravam como a expressão mais completa da divindade sob a forma animal e que encarnava, ao mesmo tempo, os deuses Osíris e Ptah. O culto do boi Ápis, em Mênfis, existia desde a I dinastia pelo menos. Também em Heliópolis e Hermópolis este animal era venerado desde tempos remotos. Essa antiga divindade agrária, simbolizava a força vital da natureza e sua força geradora.
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BABUINO ou cinocéfalo é um grande macaco africano, cuja cabeça oferece alguma semelhança com os cães. No antigo Egito este animal estava associado ao deus Thoth, considerado o deus da escrita, do cálculo e das atividades intelectuais. Era o deus local em Hermópolis, principal cidade do Médio Egito. Deuses particularmente numerosos parecem ter se fundido no deus Thoth: deuses-serpentes, deuses-rãs, um deus-íbis, um deus-lua e este deus-macaco.
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ÍBIS, uma ave pernalta de bico longo e recurvado. Existe uma espécie negra e outra de plumagem castanha com reflexos dourados, mas era o íbis branco, ou íbis sagrado, que era considerado pelos egípcios como encarnação do deus Thoth. Esta ave tem parte da cabeça e todo o pescoço desprovido de penas. Sua plumagem é branca, exceto a da cabeça, da extremidade das asas e da cauda, que é muito negra. Um homem com cabeça de íbis, era outra das representações daquele deus.
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APÓFIS, a serpente que habitava o além-túmulo, representava as tempestades e as trevas. É descrita no chamado Livro de Him no Inferno, uma obra que narra a viagem do deus-Sol pelo reino das sombras durante a noite. Nessa jornada, enquanto visitava o reino dos mortos, a divindade lutava contra vários demônios que tentavam impedir sua passagem. As serpentes estavam entre os adversários mais perigosos e o demônio líder de todos eles era Apófis.
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A mitologia egípcia inclui muitos deuses e deusas, entretanto, geralmente representam o mesmo conjunto de forças e arquétipos. O grupo acima descrito, resume de modo satisfatório o grande panorama da religião egípcia que perdurou durante milênios.
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