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sábado, 12 de abril de 2014

10 ENSINAMENTOS DA CABALÁ QUE PODEM MUDAR SUA VIDA


Confira 10 “ensinamentos” do Kabbalah Center (frequentado por Madonna) que fizeram dessa filosofia uma das mais procuradas do momento:
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1) Tirando todos os seus bens materiais, seu dinheiro, seu estudo e suas realizações, o que resta é o que você é. Pense nisso hoje.
O que você é, em essência?
2) Quando você deseja alguma coisa, o universo lhe ajuda a chegar lá, sem selecionar pensamentos positivos ou negativos.
Por isso, cuidado com o que você deseja.
3) Não devemos nos satisfazer com o bem que fazemos dentro da nossa natureza, devemos nos motivar a fazer aquilo que está além da nossa natureza.
4) Muitas pessoas ficam atoladas na escuridão.
Mas há também os que ficam atolados na Luz.
Ficamos contentes por estar em um “bom lugar” e não nos esforçamos para seguir em frente.
É preciso subir sempre.
5) Estamos nesta vida para crescer constantemente, e nossa meta deve ser deixar este mundo sendo uma pessoa melhor do que a que entrou.
6) Achamos que as metas que definimos são o objetivo, mas o verdadeiro objetivo é o processo e a transformação pela qual passamos.
7) Concentre-se totalmente em ver suas situações negativas como oportunidades positivas.
E deixe que pensamentos positivos dominem sua mente.
8) Hoje, pondere suas palavras antes de permitir que elas saiam da sua boca.
Cinco segundos de reatividade podem destruir uma amizade de dez anos.
9) Não leve tudo para o lado pessoal.
Você não é o centro de tudo que acontece.
Quanto mais você conseguir domar sua forma de pensar egocêntrica mais feliz você será.
10) Seja paciente consigo mesmo se você não estiver onde gostaria de estar.
Lembre-se: há um processo.
—-
Comece a mudar
Para começar a revolução pessoal:
as 4 chaves para a mudança:
1)Emuná (crença) – Você deve acreditar que pode mudar
2) Ratson(vontade) – Você deve extrair forças da sua própria vontade
3)Avodá (trabalho) – Você deve praticar um programa de introspecção
4)Oneg (prazer) – Você deve sentir alegria do sucesso

segunda-feira, 17 de março de 2014

AS ORIGENS DA CABALA



AS ORIGENS DA CABALA
A Cabala é uma das correntes místicas do judaísmo que começou a influir na tradição esotérica ocidental à partir do século XVI. O termo Cabala, tem sua origem na palavra hebréia KABBALAH (pronuncia-se Cabalá e significa Tradição), deriva da raiz LEKABEL, que significa literalmente "receber". A Cabala é considerada a Ciência Sagrada dos Números.

A origem da Cabala se perde na noite dos séculos, alí onde se gestou o Universo, no ventre de Maha Kundalini, A Grande Mãe Cósmica. A data exata de sua origem é desconhecida. Consta da tradição mística dos cabalístas, que Deus teria ensinado a Cabala a um gupo seleto de anjos, que teriam ministrado tais ensinamentos à Adão, que os transmitiu à Noé, este teria migrado para o Egito, onde os Hierofantes absorveram esse conhecimento e o introduziram em seus sistemas filosóficos. Moisés teria sido inciado na "Cabala Sagrada" durante o período em que viveu entre os egípcios e, posteriormente teria difundido esse conhecimento entre o Povo Hebreu.

Alguns cabalistas afirmam que, de acordo com as escrituras, o primeiro cabalista, foi Abraão. O Patriarca Hebreu teria recebido diretamente de Deus a revelação dos mais elevados mistérios e maravilhas da criação do universo e da existência humana. Inspirado nessa revelação, elaborou o primeiro trabalho sobre a Cabala, que explica os 32 caminhos da sabedoria utilizados no processo da Criação, o "Sefer Yetzirah" ou o "Livro da Criação". Abraão teria transmitido oralmente aos seus descendentes todo o conhecimento que adquiriu e o método que utilizou para aprender a Cabala e esta tradição seria mantida durante séculos até Moisés.

Sete gerações depois de Abraão, no Monte Sinai, Moisés teria registrado tais "Mistérios" nas "Tábuas da Lei" ou os "Dez Mandamentos". Além disso, teria estabelecido os princípios dessa doutrina sagrada nos quatro primeiros livros da Torah (pronuncia-se Torá): Bereshit (Gênesis), Shemot (Êxodo) Vayicrá (Levítico) e Bamidbar (Números), mas não no Devarim (Deuteronômio). Esses cinco livros (pentateuco) compõem a Torah, que pode ser interpretada em duas dimensões distintas: a exotérica (pública), que nós conhecemos, como o corpo de leis que expressam as vontades de Deus, e a esotérica (secreta), com a compreensão dos segredos da criação. Durante muitos anos, a Cabala ficou restrita a um pequeno grupo de eruditos, que estudavam a Torah de dia e a Cabala após a meia-noite, conforme nos revela o Rei David, no Salmo 119: 62. "À meia noite me levantarei para Te louvar, pelos teus justos juizos".

Outras fontes citam os tratados do Rabino Simen Ben Jochai, que foram compilados por seu filho o Rabino Eleazar. A partir desses escritos, surgiu o "Zohar", ou "O Livro do Esplendor" . O Zohar explica que o desenvolvimento humano ocorre em 6000 anos, durante este tempo as almas seguem um contínuo processo de desenvolvimento, a cada geração. No fim do processo, todas as almas alcançam a posição chamada (Tikun) o fim da correção, o mais alto nível de espiritualidade e completude. Somente no século XIII é que estes textos, complementados por Moisés de Leon, vieram à luz e foram publicados na Espanha por volta de 1285. O "Zohar", o "Sefer Yetzirah" , juntamente com a "Torah", são os mais importantes textos da Cabala.

CABALA E TAROT
O Tarot Egípcio teria sua origen no livro de Thot e é composto de 78 lâminas: 22 Arcanos Maiores numerados de 1 a 22 (este último simboliza também o zero), e 56 Arcanos menores numerados de 23 a 78. Não existem evidências físicas que comprovem a teoria de que o Tarot tenha se originado no Antigo Egito. Entretanto existem fortes razões para se acreditar que o Tarot, enquanto coleção de imagens místicas, nos remete aos primórdios da civilização do Antigo Egito. O ciclo de lendas sobre a ressurreição de Osíris é a parte mais importante na mitologia egípcia. Foi o ponto central de sua religião por mais de 3 mil anos. O mito da morte de Osíris e de sua ressurreição por meio da magia de Ísis tornou-se a base da fé do povo egípcio, confirmando a crença na vida após a morte. Existe uma grande relação entre o mito de Osíris e as tradições dos Arcanos Maiores. Veja à seguir um breve relato dessa lenda mítica, através das cartas do tarot:

O mundo foi criado por Amon (O Louco-0 ou 22 ) das profundezas escuras de Nut. Seus ensinamentos são transmitidos pelo deus do tempo, Toth (O Mago-01). (A Sacerdotisa-02) é Ísis, esposa-irmã de Osíris. E Hator (A Imperatriz-03) é um outro aspecto de Ísis. O primeiro governante deste mundo recém-criado é Amon-Rá (O Imperador-04) e seu sucessor será Osíris (O Hierofante-05). Os pais e avós dos deuses aparecem na carta (Os Amantes-06). (O Carro-07), mostra Hórus, o filho de Ísis e Osíris. À medida que diminui o poder de Rá, Seckhmet (A Força-08) tenta conduzir seus difusos objetivos de volta à ordem. (O Eremita-09) mostra Osíris em sua jornada para o leste, onde disseminou o conhecimento entre os povos ainda não civilizados. Em (A Roda da Fortuna-10), o deus-criador Khnum está à frente do eterno giro do destino, enquanto Hórus e Set lutam pelo poder. O reinado de Osíris e Ísis foi uma época de justiça e igualdade para todos (A Justiça-11). Por fim, Osíris volta ao Egito, mas entende que é preciso entregar-se, na forma de auto-sacrifício (O Enforcado-12), para poder avançar espiritualmente. Ele permite que seu corpo caia na armadilha do caixão (A Morte-13). Ísis e sua irmã Néftis (A Temperança-14) partem em busca do corpo de Osíris. Set (O Diabo-15) e seu assistente Apófis assumem o governo do Egito, escravizam a população e acorrentam toda a humanidade. Osíris é encontrado, mas seu corpo novamente é raptado por Set que desta vez, corta-o em 14 partes. Manda destruir suas obras, seus templos e destrói totalmente sua imagem (A Torre-16). Ísis (A Estrela-17), novamente sai à procura de seu amado, agora com o auxílio de Toth (A Lua-18), disfarçado num Íbis, o corpo de Osíris é encontrado pela segunda vez. Por meio de magia Hórus (O Sol-19) é concebido e o deus morto atravessa o portão do reino dos mortos para tornar-se seu novo governante. Hórus, a criança, nasce em perfeito equilíbrio. (O Julgamento-20) mostra Osíris ressurgido na forma de Senhor do Mundo das Trevas, Amenti, a terra à oeste, libertando seus súditos de suas amarras. Por fim, o equilíbrio universal é restaurado pela deusa Nut (O Mundo-21).

Cmo podemos verificar, as cartas encaixam-se naturalmente em dois grupos: o primeiro de 0 a 8, apresenta os deuses mais importantes; o seguinte, de 9 a 21, conta a história da morte e da ressurreição de Osíris. Os Arcanos Menores lidam com os fatos cotidianos e as potencialidades do indivíduo. É na verdade a essência da experiência pessoal, o inconsciente individual. Formados por quatro grupos de 14 cartas cada um, os quais correspondem aos naipes no baralho comum : os "paus" correspondem as cartas 23 a 36, as "copas" as cartas 37 a 50, as "espadas" as cartas 51 a 64 e os "ouros" as cartas 65 a 78.

Estes grupos de cartas representam com precisão as quatro estações em sua forma natural, ao longo da nossa vida: A Primavera, o Verão, o Outono e o Inverno. Existem quatro Princípios que compõe e penetram em todas as coisas, e externamente se manifestam como: Fogo, Água, Ar e Terra e no homem como: Corpo Físico, Emoções, Pensamentos e Vontade.

De acordo com a tradição cabalísta, o autor do Tarot foi o anjo Metratón, chefe da sabedoria da Serpente, o profeta Enoch, do qual nos fala a "Torah". O anjo Metratón ou Enoch nos deixou o Tarot no qual se encerra toda a Sabedoria Divina, que foi escrito em Pedra. Também nos deixou as 22 letras do alfabeto hebraico. Segundo a Cabala, este Grande Mestre vive nos mundos superiores, no mundo de Aziluth, um mundo de felicidade inconcebível, a região de Keter.

Recordai que "Tudo está em Tudo" ou "O que está em cima é igual ao que está em abaixo". Os antigos cabalistas sintetizaram os múltiplos fenômenos em uma só palavra que é o expoente daquilo que chamamos "Deus", esta palavra é Jehova. Em hebraico se escreve (da direita para a esquerda) com quatro letras:
HE - VAU - HE - IOD
A primeira letra "IOD", representa o princípio ativo: Iniciativa. A segunda letra "HE" expressa o princípio passivo: a Inércia. A terceira letra "VAU" representa o princípio do equilíbrio: o neutro. A quarta letra "HE" simboliza a energia latente, o transitivo ou o princípio de manifestação em outro plano, reflexo da primeira letra "IOD". O pai representa a ação Divina no material em forma neutra e os Netos ou a família em conjunto, a ação transitiva.

Nos Arcanos Menores estas forças ou personagens estão representadas pelos arcanos 23,24,25 e 26 do primeiro grupo de 14 cartas, Arcanos 37,38,39 e 40 do segundo grupo, e Arcanos 65,66,67 e 68 do último grupo.

As escolas dos Mistérios Egípcios de Alexandria, exerceram forte influência sobre as culturas antigas, dessa forma não é de se estranhar que o tarot possua elementos da Cabala. O tarot explica também a grande tradição hebraica, a qual está baseada num hieróglifo chamado a "A Árvore da Vida"; dela se extrai a explicação geral dos Arcanos Menores, abrindo imensos campos de importância prática e forma a base filosófica da arte da adivinhação.

Dois aspectos são necessários para realizar algo satisfatório nesse sentido: Intuição e Erudição, as quais se pode sintetizar em uma, ou seja: O Desenvolvimento da Consciência.

CABALA E NUMEROLOGIA
Cada uma das 22 letras do alfabeto hebraico possui um valor numérico que varia de 1 a 400. O cálculo da equivalência numérica das letras, palavras e frases propicia a descoberta de inter-relações de diferentes conceitos e exploração de inter-relacionamento entre palavras e idéias. Para a Cabala, as equivalências numéricas não são coincidências. Desde que o mundo foi criado através da "palavra" divina, cada letra representa uma diferente força criativa. Portanto, a equivalência numérica de duas palavras revela uma conexão interna entre o potencial criativo de cada uma.

A "Gematria", ou "Numerologia Cabalística", consiste basicamente em tomar uma palavra hebreia, letra por letra e transformá-las em números, soma-se esses números e depois encontra-se outra palavra hebreia, cujas letras tenham uma soma igual, essa técnica ainda é utilizada para interpretar os textos sagrados e também para propor mudanças de nomes. Observe que na tabela abaixo, não existe nenhuma letra que corresponda ao número 9. Isto porque na tradição das Ordens Esotéricas mais secretas, o número 9 simboliza o "Nome Misterioso" do Poder Supremo de Deus, a "Palavra Perdida" dos Maçons e por essa razão não poderia ser representada por uma única letra do alfabeto.

OS SEFIROT
A Cabala trata dos nomes de Deus e da força inserida nas letras que o compõem. Seu objetivo é elevar o ser humano espiritualmente, para que este possa entrar em conexão com Deus, e para isso precisa vencer algumas etapas, os Sefirot, um diagrama que representa os atributos, as virtudes e qualidades divinas e que pode ser entendido como um canal para o divino.

De acordo com o "Sefer Yetzirah", do qual o termo foi originalmente tomado, Sefirot (plural de sefirá) significava números, porém com o gradual desenvolvimento da terminologia mística, passou a ser traduzido por "esferas" ou "regiões", simbolizando a emergência de poderes, virtudes e emanações divinas. Cada sefirá é um modo ou um poder específico através do qual Deus governa e sustenta o Universo. Ao conjunto de dez "sefirot" , dá-se o nome de "Árvore da Vida", também conhecida como "a árvore do conhecimento do bem e do mal", cujos "frutos" estavam proibidos para Adão e Eva no Paraíso, até que a "Serpente" os tentou.
A ÁRVORE DA VIDA


Esta árvore representa gráficamente, dez emanações da divindade, dez aspectos do universo manifestado e dez elementos da psicologia humana, constituindo a chave para decifrar os mistérios da Cabala.

As palavras em hebraico, significam : MALKUTH = Reino, YESOD = Fundamento, HOD = Glória, NETZACH = Vitória, TIPHARET = Beleza, GEBURAH = Julgamento, CHESED = Amor, BINAH = Inteligência, CHOKMAH = Sabedoria, KETHER = Coroa. Existe ainda mais uma sefirá, DAAT = Conhecimento, ausente na árvore da vida, normalmente representada por um círculo tracejado entre BINAH e CHOKMAH. DAAT é considerada uma sefirá imaginária, necessária para equilibrar BINAH e CHOKMAH.

OS CARACTERES HEBRAICOS
Uma característica única da Cabala é que ela não apenas nos dá a informação, em termos de auto-comhecimento, quais são nossas características internas, o porquê, e qual é a correção espiritual necessária, mas também nos dá as ferramentas com as quais podemos fazer tais correções.

Essas ferramentas tomam as formas das letras hebraicas que, não são apenas letras em uma linguagem. De acordo com a Cabalá, cada letra é na realidade uma entidade espiritual que teve participação na criação do Universo e dos planetas físicos. Cada planeta e cada signo estão associados a uma letra hebraica que os controlam.

Portanto, a cada mês, temos duas letras correspondentes ao período. Entendendo qual letra hebraica pode controlar cada força astrológica, podemos nos conectar a esse poder e nos elevar acima do destino com o qual nascemos. Esse é o poder das letras hebraicas: elas nos dão a energia para estarmos no lugar certo, no momento certo e de encontrar a pessoa certa no momento certo.

O principal objetivo do estudo da Cabala não é nos estimular intelectualmente, mas nos dar ferramentas reais para compreendermos o porquê das características que nos motivam, e mais importante, utilizando o acesso que cada letra hebraica pode nos dar, absorver a energia interna necessária para que possamos corrigir os obstáculos que nos perturbam, e remover o caos de nossas vidas.

As letras do alfabeto hebraico são 22 forças energéticas que originaram toda a criação e se manifestam em nosso mundo como formas e vibrações que podemos visualizar e vocalizar. Em combinações diversas, essas letras formam o código genético cósmico, e nos conectam com diferentes tipos de energia.

Essas letras, pela característica de suas formas, ressonância e vibração de seu som, atuam como antenas que estimulam e liberam as formas da mesma energia invisível da criação. Cada letra individualmente representa uma energia específica. Cada som gerado pela vibração da pronúncia da letra representa uma força energética diferente. Além disso, a diferente combinação de letras cria diferentes tipos de energia, da mesma forma que diferentes combinações de notas musicais criam diferentes tons e melodias.

Assim como uma chave, com a qual conseguimos abrir uma porta, a forma específica de uma letra hebraica torna-se uma ferramenta para abrir a porta de nossa alma. Uma das maneiras mais poderosas para que, aqueles que não são versados na pronuncia correta das letras hebraicas, possam captar a energia das letras, é o contato visual, já que os olhos são as janelas da alma.

Nossa alma e as forças contidas nas letras hebraicas são construídas do mesmo material, a Chama da Luz do Criador. Quando nossos olhos captam as formas das letras hebraicas, uma ressonância é criada entre a Luz e a alma. Quando essas duas forças se conectam, pela visualização, meditação ou pronuncia das letras, uma ressonância é criada e a energia é transferida para a alma.

O Criador tem muitas formas diferentes de energia que podemos acessar, denominadas os "72 nomes de Deus". Cada uma dessas energias tem suas próprias características, cada uma delas tem alguma coisa a nos oferecer.

Os nomes de Deus não são na verdade nomes, são 72 combinações de letras hebraicas, que têm o extraordinário poder de superar as leis da natureza. Cada conjunto de letras corresponde à um atributo da divindade, que funciona como um transmissor de energia da Luz divina para o nosso mundo físico. Cada seqüência serve para atrairmos uma energia específica para determinada situação ou necessidade, porém para que possamos fazer o uso adequado dessa poderosa ferramenta, é preciso que tenhamos conhecimento dos seus significados. Se você deseja acessar um dos 72 nomes de Deus, precisa de uma chave específica. As chaves são as 22 letras hebraicas.

MEDITANDO COM OS CARACTERES HEBRAICOS
Para acessar uma dessas chaves, basta abrir a sua bíblia no Salmo 119 e escolher aleatoriamente um dos seus 8 versículos. Este Salmo, denominado "As Oito Facetas", é composto por 22 estrofes de oito versos (versículos). Cada estrofe é precedida por uma letra do alfabeto hebraico, descrevendo o empenho por uma vida fiel e autêntica, de acordo com as verdades de Deus. Portanto, o Salmo 119 trata das 22 letras do alfabeto hebraico. Os antigos místicos hebreus diziam que o alfabeto hebraico compunha um código de comunicação usado pelos iniciados nos mistérios do templo, pois todas as letras hebraicas têm um valor externo e um valor secreto. Pronuncie a letra hebraica em voz alta e medite sobre o significado do texto. Reflita, que mensagem ele traz para você nesse momento?
Depois de algum tempo praticando, as dúvidas e o pessimismo que usualmente ocupam a mente racional, serão substituídos pela certeza e pelo otimismo. Possibilitando o reencontro com a sua força interior, tornando-o mais proativo e menos reativo às circunstâncias externas, libertando sua verdadeira essência.
Shalom !!!

Carlos Roberto ( Amon Sol )

domingo, 16 de março de 2014

Uma Visão diferente da Árvore da Vida

*Texto retirado do site http://www.deldebbio.com.br/



Olá crianças,
Acredito que nesta altura do Campeonato a imensa maioria de vocês já sabe como foi o meu trajeto dentro da Magia e do Hermetismo. Comecei como arquiteto especializado em História da Arte, Semiótica e Religiões comparadas mas, ao me aprofundar no estudo das artes medievais e renascentistas, esbarrei na Cabalá judaica, ou mais especificamente, na versão cristã/alquímica do estudo desta simbologia, que conhecemos por Alquimia e Tarot. A partir daí me aprofundei na Kabbalah Hermética, Maçonaria, Rosacruz e Martinismo e, inevitavelmente, trombei com a famosa imagem da “Árvore da Vida”.

A ´”Arvore da Vida” é um diagrama composto de 10 Esferas e 22 Caminhos que perfazem um Mapa da Consciência Humana. A Estrutura é genial fractal que comporta basicamente TUDO o que existe em termos de arte, pensamento, emoção e arquétipos, de maneira que não há uma única história, medieval ou moderna, que não trilhe nos Caminhos do que Joseph Campbell chamou de “A Jornada do Herói”.
Ao contrário da maioria dos estudiosos de Kabbalah, eu não comecei pela Cabalá. Eu já tinha uma bagagem enorme de conhecimento sobre a Arte renascentista, deuses, construção de templos e ordens iniciáticas antes de começar. Sem falar da Umbanda. Então, de certa forma, nunca me senti muito à vontade com a limitação nos 22 Caminhos tradicionais, embora eles sejam perfeitos para compreender todo o processo da Magia ocidental. Mas talvez chegou o momento de dar um passo a mais nesse processo.

Tomando as Esferas como emanação, imaginemos que a Sephira 3 (agora nomeada 3-3) seja uma concentração desta Vibração. Ela já nos é conhecida e seu nome, em hebraico, é BINAH. Esta nomenclatura provisória entende que a emanação começa em 3 e termina em 3, daí manifestando-se como uma esfera, acumulando estas emanações como fonte geradora. Desta maneira, cada sephira “pura” que conhecemos ficaria com nomenclatura parecida: 1-1, 2-2, 3-3 e assim por diante, até 10-10.

A seguir, podemos deslocar esta influência vibracional para qualquer outra Esfera (note que, na minha nova proposta, QUALQUER Esfera, não apenas as tradicionais que conhecemos no tarot). Mas para fins de exposição, vamos supor que estamos mesclando esta vibração para a Esfera 1-1 (Kether). Temos ai, a figura do tarot do MAGO, correspondente a BEIT, a “Casa de Deus”, com uma maior influência de Binah.
Uma nomenclatura interessante que propus seria chamar este Caminho de 1-3 (as esferas que formam a linha, da menor para a maior… simples assim). Na Kabbalah são consideradas apenas 22 Caminhos, correspondentes às letras hebraicas, mas já percebemos na Umbanda que existem entidades trabalhando em MUITAS OUTRAS linhas. Um exemplo simples seria a emanação de Ogum-Beira-Mar, que trafega entre Geburah e Yesod (não existe formalmente este Caminho da Kabbalah).

No nosso exemplo, ao deslocarmos nossa atenção por esta irradiação, podemos ter um Caminho de BEIT mais voltado para a manifestação divina, com uma visão de Mago muito mais próxima de um criador onipotente. Isso é importante porque percebemos que, apesar das emanações de trabalho serem as mesmas, as ENTIDADES podem se manifestar sob LINHAS de trabalho diferentes (caboclo, erê, boiadeiro, marinheiro, baiano…). Então defini um terceiro vértice do triângulo, que na Geometria Sagrada chamamos de “Emanador”.

O Importante a ser percebido é que, quando deslocamos esta irradiação primordial sobre o Caminho de BEIT, perfazemos um mesmo PLANO se considerarmos a Árvore 3D. Este plano consiste de todas aquelas faixas de vibração que nos são perceptíveis como sendo “O Mago” no tarot. Ou a composição do NOME daquela falange de trabalho.

Desta maneira, como percebemos ao estudar os anjos Cabalísticos e, principalmente, as Entidades que se manifestam em Terreiros de Umbanda dentro de uma Linha de Trabalho, conseguimos ampliar um pouco mais nossa percepção de Geometria Magística e vemos que é possível ter uma fonte de irradiação vinda de outra Esfera (digamos, Tiferet) que poderia também cruzar esta irradiação 1-3. O resultado seria nossa percepção que no Plano 2D forma uma linha e, no Plano de 4D (tempo e espaço cultural) forma um Arquétipo. Isso poderia explicar a evolução e modificação de todos os arquétipos ao longo do tempo-espaço-cultural das diversas civilizações (e também personagens de livros, filmes e histórias épicas) e ajudar na correlação e entendimento das diversas vertentes de Umbanda, que muitas vezes utiliza nomenclatura diferentes para as mesmas emanações (digamos: [6]-1-3). Podemos renomear BINAH para [3]-3-3 também.
Esta idéia ainda está em desenvolvimento e provavelmente vou arrumar confusão com o povo mais dogmático e limitado, mas acredito que seja uma boa base para avançarmos em alguns pontos de compreensão sobre como estas emanações se manifestam. Porque, para mim, Magia sempre foi ciência e é necessário avançar sempre, derrubando fórmulas obsoletas e corrigindo tradições que sejam limitadas

Uma introdução básica aos três tipos de Cabalá


Por DovBer Pinson
(eu mantive o Cabalá ao invés do termo que prefiro, Kabbalah, porque constava no original desta maneira)
A tradução literal da palavra Cabalá é ‘aquilo que é recebido”. Para receber, devemos ser receptivos. Devemos nos abrir, criando um receptáculo para absorver aquilo que desejamos entender, até nos tornarmos parte da Cabalá. Abrir o ser para uma realidade mais elevada, visualizar o espírito dentro da matéria, elevar nossa consciência até o ponto em que nossa percepção da realidade é completamente mudada, e o Divino dentro de toda a Criação é revelado.
Falando de forma geral, a Cabalá está dividida em três categorias: a teórica, que se preocupa basicamente com as dimensões interiores da realidade; a dos mundos espirituais, almas, anjos e coisas semelhantes, e a meditativa, na qual a meta é treinar a pessoa que está estudando para atingir estados meditativos mais elevados de consciência e talvez, até um estado de profecia através do emprego dos Nomes Divinos, permutações de letras e assim por diante. Este último tipo de Cabalá é o mágico, que se preocupa em alterar e influenciar o curso da natureza.

A grande maioria dos textos mais importantes da Cabalá mágica jamais foi publicada, talvez por um bom motivo. Além de ser um assunto altamente complexo para dominar, mesmo quando dominado às vezes pode ser perigoso. R. Joseph Della Reina (1418-1472) foi um dos grandes mestres da Cabalá mágica. Conta a lenda que ele tentou utilizar seus poderes espirituais para trazer a suprema Redenção, e no processo de fracasso ficou espiritualmente ferido. Alguns dizem que cometeu suicídio, ao passo que outros afirmam que se transformou num apóstata. Outros ainda dizem simplesmente que enlouqueceu.
Muitos cabalistas na geração seguinte tomaram suas ações como uma advertência contra a prática da Cabalá transcendental avançada e mágica. A partir de então, os elementos mágicos da Cabalá têm, para todos os fins e propósitos, se extinguido, e seu conhecimento completamente esquecido.
Qualquer que seja o motivo, a Cabalá meditativa nunca foi uma disciplina popular. Um dos grandes proponentes da Cabalá meditativa foi Rabino Abraham Abulafia (1240-1296). A escola mística que ele dirigia estava basicamente interessada num método para atingir estados meditativos mais elevados. Ele acreditava que através do seu método de meditação, a pessoa estava apta a atingir um nível de profecia.
Ele propunha usar um mantra escrito, querendo dizer que em vez do costumeiro mantra verbal ou visual, a pessoa deveria escrever uma palavra repetidamente, muitas vezes, em diversos estilos e configurações. Deveria tentar alterar a seqüência da palavra e permutar e circundar as letras da palavra em todas as maneiras possíveis: combinando e separando as letras, compondo associações completamente novas de letras, agrupando-as e depois juntando-as com outros grupos, e assim por diante. Isso era feito até a pessoa atingir um estado mais elevado de percepção.
Ora, embora Abulafia fosse um escritor prolífico e autor de mais de quarenta livros durante sua vida, mesmo assim a maioria de suas obras jamais foi publicada. De fato, mesmo durante sua vida, muitos dos outros grandes cabalistas se opuseram a ele e aos seus ensinamentos.
Portanto, a Cabalá, na qual a meta era atingir o estado transcendental de consciência, jamais se tornou importante embora em nível individual, havia diversos cabalistas, especialmente aqueles da Safed do século dezesseis, que incorporaram seus ensinamentos como uma maneira de atingirem estados mais elevados de percepção e consciência.
O que nos resta é a dimensão teórica da Cabalá. A vasta maioria da Cabalá que foi e está sendo continuamente produzida está toda dentro do âmbito teórico. O corpo principal deste tipo de Cabalá é o sagrado livro Zohar, uma obra de ensinamentos do místico talmúdico do segundo século, Rabi Shimon bar Yochai, que foram transmitidos de geração em geração até serem publicados no final do Século Treze pelo cabalista R. Moshe de Leon.
Os três estágios do desenvolvimento da Cabalá teórica
É o aspecto teórico da Cabalá que tem sido desenvolvido através dos tempos em diversos estágios. Para fins práticos, a tradição deste estilo de Cabalá pode ser dividido em três estágios básicos. O primeiro é a era da publicação do Zohar, com a mística do livro e a geração seguinte que articulou estes ensinamentos. O segundo seriam os místicos do Século 16 que viveram na cidade de Safed. Este período específico da história é mencionado como a grande Renascença Cabalista. O movimento foi guiado pelos profundos e sistemáticos ensinamentos de R. Yitschac Luria (1534-1572). Ultimamente, o terceiro desenvolvimento da Cabalá foi com o nascimento de R. Yisrael ben Eliezer (1698-1760), conhecido como Báal Shem Tov, o Mestre do Bom Nome, fundador do Movimento Chassídico, que de maneira direta ou indireta tem orientado todos os outros movimentos até os dias de hoje.
Alguém que tenha tido apenas vislumbres da Cabalá teórica – o novato – tende a considerá-la um escrito repleto de fantasia, ocorrências e imagens estranhas, fantásticas paisagens místicas, aparentemente irracionais, irreais e sem base na realidade. Ao abrir a obra clássica da Cabalá teórica, o Zohar, a pessoa se surpreende com a imaginação dos autores, mas talvez o fascínio termine aí. Para o novato ele se parece com um livro de fantasia, nada além disso. Um famoso mestre cabalista, o Tsadic de Zitshav, disse certa vez sobre a Cabalá que estes três estágios em seu desenvolvimento podem ser relacionados com uma parábola.
Numa época em que viajar era uma aventura perigosa e árdua e a maioria da pessoas jamais saíra de sua própria aldeia, um homem viajou a um país distante. Ao voltar, reuniu o povo de seu vilarejo e entusiasmado, relatou as aventuras de sua viagem. Falou sobre uma ave que tinha visto num país distante, cuja aparência era fantástica. Por exemplo, o pássaro tinha feições humanas; as pernas eram como as de uma girafa. Os aldeões zombaram da história, considerando-a pura fantasia.
Inspirado pelas aventuras que ele contou, um aldeão saiu para fazer a mesma viagem, determinado a ver o mundo por si mesmo. Anos depois retornou à aldeia, um homem do mundo. Assim como o viajante que tanto o inspirara, ele reuniu as pessoas do lugar e relatou suas aventuras. Também falou sobre aquele pássaro fantástico, mas sua descrição era um pouquinho diferente. A face da ave, disse ele, não era realmente humana, embora lembrasse bastante um homem, e as pernas eram longas e finas, definitivamente lembrando uma girafa; no entanto, não eram realmente pernas de girafa. Ao ouvirem a história deste homem, os aldeões ficaram divididos. Alguns acreditaram piamente no homem, cuja história era mais convincente que a do primeiro viajante. Apesar disso havia muitos cépticos, para quem a história ainda soava inventada e irreal.
Um dos habitantes da vila estava determinado a pôr um ponto final no assunto deste pássaro estranho e empreendeu a longa viagem para vê-lo por si mesmo. Ao voltar, reuniu os moradores locais e triunfante, declarou: O assunto está resolvido! Abriu uma bolsa grande e dali retirou a estranha e fantástica ave. Desta vez ninguém duvidou.
Esta parábola se relaciona com os três estágios de desenvolvimento do âmbito teórico da Cabalá. O autor do Zohar, a obra magna do pensamento cabalista, Rabi Shimon bar Yochai, foi o primeiro a descrever a Divina presença e nosso relacionamento com o Ein Sof. No Zohar, encontramos histórias tão estranhas e fantásticas, configurações e imagens tão míticas e místicas, que mal podemos acreditar. No Século 16 em Safed, a cidade dos místicos, a Cabalá começou a adotar uma forma de análise mais abrangente e detalhada. Os padrões e os processos de pensamento sistemático começaram a aparecer na literatura cabalista. Por fim, com o nascimento do Movimento Chassídico, a Cabalá amadureceu.
O Chassidismo é o movimento místico fundado pelo R. Yisrael ben Eliezer, o Báal Shem Tov. Ele trouxe a imagem do Criador até a realidade. Estes conceitos místicos não eram mais irreais e distanciados, mas se tornaram uma parte concreta da nossa vida diária, afetando cada faceta da criação. O Céu foi trazido à Terra.
A jornada cabalista completa um círculo
A opinião das pessoas sobre o propósito da Cabalá está repleta de equívocos. Um dos mais populares é que o estudo da Cabalá pretende transformar a pessoa num vidente, capaz de ter habilidades miraculosas e sobrenaturais. Isso, no entanto, é equivocado. O supremo propósito no estudo da Cabalá é a perfeição do Ser. Transformar o Ser num indivíduo melhor, mais expandido, mais transcendente, mais sintonizado com a essência e as raízes da própria alma, é isso que a Cabalá oferece àqueles que realmente desejam recebê-la.
O critério da jornada autêntica e cabalista é aquele que faz um círculo completo e a pessoa termina voltando ao mundo do aqui e agora. O Talmud fala dos quatro Sábios que entraram no pomar celestial e tiveram uma experiência transcendental. Ben Azzai olhou e morreu. Ben Zoma olhou e ficou transtornado. Em outras palavras, ficou louco. Acher (o outro, nascido Ben Avuyah) olhou e arrancou suas plantas, ou seja, transformou-se num herege. Rabi Akiva entrou e saiu em paz. O pomar representa os reinos espirituais mais elevados. Rabi Akiva foi o único sábio, dentre estes quatro, que pôde entrar e sair no pomar místico sem sofrer danos.
Sendo um homem de grande estatura espiritual, um mestre verdadeiro e equilibrado, ele percebeu que o objetivo não é se identificar com a luz e não retornar, como fez Ben Azzai, ou mentalmente, como Ben Zoma. Também não era sentir alívio pessoal ou êxtase, mas sim ir e voltar para cá, com a sabedoria adequada para servir aqui e agora. A jornada deve percorrer um círculo completo no comportamento do dia-a-dia da pessoa.
Agora, porém, o âmago de toda a Cabalá é o objetivo distinto de atrair a Luz Infinita da santidade abstrata para a realidade do dia-a-dia. E os primeiros cabalistas eram conhecidos como “Homens de labuta” – seus esforços não eram de natureza física, mas trabalharam durante toda a vida para se aperfeiçoarem e elevar seu nível de consciência até o ponto de uma percepção espiritual da realidade. Com a chegada do Báal Shem Tov, esta noção adquiriu um significado novo. Com os ensinamentos do Báal Shem Tov, a trilha tornou-se tão clara a ponto de este refinamento poder ser alcançado.
Conhecer a Cabalá é viver cabalisticamente
A Cabalá é comparada à proverbial “árvore da vida”. É um estudo da vida, e assim como a vida não pode ser estudada num livro, mas somente através da própria vida, também o estudo da Cabalá somente é eficaz quando se pratica os seus ensinamentos em nossa vida diária. A Cabalá estudada como uma matéria escolar num livro é como alguém que estuda ‘amor’, mas jamais o experimenta por si mesmo.
R. Simchá Bunem de Pshischá, famoso mestre chassídico, disse certa vez sobre um famoso cabalista que ele não tinha compreensão sobre a Cabalá. Explicou que embora fosse verdade que ele era versado na literatura cabalista, não tinha um verdadeiro entendimento. Para ilustrar o que queria dizer, ofereceu a seguinte metáfora. Digamos, por exemplo, que uma pessoa deseja se familiarizar com Paris. Compra um mapa e um guia da cidade e os estuda diligentemente, até conhecer todos os detalhes e os caminhos da cidade; porém, é desnecessário dizer que se ele jamais visitar aquela cidade, jamais saberá realmente como é Paris. O coração e o pulso de qualquer cidade somente podem ser sentidos quando se vai lá. Assim também, concluiu Reb Bunem, para entender totalmente a Cabalá, a pessoa deve vivê-la, e isso aquele cabalista não tinha feito.
O refinamento do caráter
É preciso apenas um breve vislumbre da obra dos grandes mestres da Cabalá teórica para perceber que a grande maioria dos textos não tratam de transformação do caráter. Embora seja verdade que a literatura mística cabalista seja voltada ao ato de relacionar o teórico com a vida diária, a Cabalá em si parece não se importar tanto com a pessoa. Ao contrário, parece estar interessada em explicar as esferas celestiais, anjos, almas e ‘coisas’ deste tipo, não como o indivíduo pode vencer o comportamento negativo.
No entanto, isso não implica que a Cabalá não esteja interessada na pessoa em si. Ao contrário! Na verdade, há incontáveis declarações em todas as obras da Cabalá sobre a negatividade dos maus traços de caráter, como raiva, preguiça, depressão, e outros. A condenação mais severa da depressão, fúria e outras emoções prejudiciais são encontradas nas obras da Cabalá. Porém o método cabalista de refinamento de caráter é uma abordagem bem diferente daquela que estamos acostumados a encontrar. Não é uma batalha que combate a negatividade em seu próprio campo, e também não se trata de superar o negativo com o positivo. Sua abordagem é vir de outro ponto de vantagem e ver as coisas sob outras perspectiva.
O objetivo fundamental do pensamento místico é fazer a pessoa entender que não há nada além do Infinito. Ao ler as várias configurações, mapas e diagramas que a Cabalá apresenta, a pessoa desperta à conscientização de que tudo que realmente existe é o Ein Sof. Há uma sensação que deve ser despertada quando penetramos nas verdades da Cabalá, e esta é a sensação de que o mundo como temos a tendência de percebê-lo, separado, independente de um criador, é apenas uma ilusão, e na realidade não há nada que não seja a luz infinita. Tendo esta noção em mente, consciente ou subconscientemente, estamos aptos a conquistar todas as nossas emoções e traços negativos.
O ego: o falso senso do ser como fonte de todas as emoções negativas
Rabi Eliyahu ben Moshe di Vidas, um cabalista do Século 16, declara que há três traços negativos básicos, que podem ser considerados “os traços principais’” a partir dos quais ocorre toda dissensão. São eles: arrogância, teimosia e fúria, dos quais todos alegam originar-se na mesma fonte, ou seja, o ego. O ego é a fonte a partir da qual brota toda a negatividade. O âmago de toda a corrupção é aquele falso senso de ser/ego, que vive num estado incessante daquilo que pensa que irá causar a sua sobrevivência.
É o ego que faz surgir todas as emoções negativas. Por exemplo, quando uma pessoa fica furiosa, é a maneira do ego de demonstrar sua objeção porque não está feliz. O ego, quando sente que está ameaçado, é aquele que protesta: ‘como você pode fazer isso comigo’ – o que desperta a raiva. O medo da aniquilação é a constante condição do ego. A raiva é apenas uma manifestação da preocupação da pessoa com sua presunção imaginária de sobrevivência. O total envolvimento com o “eu” ilusório é a raiz de todas as emoções negativas.
Ao superar este falso senso de ser, que brota da falsa estimativa de sobrevivência da pessoa, as emoções negativas são dominadas. Por meio do estudo da Cabalá, chegamos à percepção de que o falso senso de ser/ego é apenas um disfarce de nossa real dinâmica interior, nossa alma transcendente. A sensação que temos quando contemplamos a Cabalá é que tudo existe é Ein Sof. Procuramos sentir isso num nível cósmico, e então entendê-lo em nosso próprio nível.
Conseqüentemente, a ilusão de separação/ego e, como resultado, a preservação dessa miragem começará lentamente a desaparecer, e com ela desaparecerão as emoções negativas que são a manifestação do ego.
Em vez de ver o ego como um inimigo real que precisa entrar na batalha para ser superado, começamos a perceber que não há nada além da Luz, e tudo o mais é simplesmente uma ocultação daquela verdade. Esta é a abordagem cabalista para a auto-perfeição. Não lida com o ataque negativo, de maneira alguma. Ao contrário, busca a fonte de todos os problemas, o Eu/ego, e por extensão, toda a realidade física, e demonstra como, de fato, estas realidades aparentemente independentes não passam de uma camuflagem. Ao perceber isso, nossa negatividade é dominada com mais facilidade.
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O que é Kabbalah?


Texto  do frater Mateus Saraiva 


Historicamente, a Cabala é de origem Judaica. Porém muitos dos seus estudantes e interpretes, reivindicam sua origem como sendo extremamente antiga e misteriosa. Alguns atribuem sua origem aos Egípcios outros aos Sumérios, e uns vão ainda mais longe, atribuindo a sabedoria da Cabala a uma civilização muito desenvolvida, antiga e misteriosa, qual influenciou a origem e evolução de todas as civilizações antigas depois da sua destruição.

A palavra Cabala (também Cabalá, Kabbalah, Qabbala, cabbala, cabbalah, kabala, kabalah, kabbala) em hebraico tem como siguinificado o verbo receber, com denotação a antiga tradição de Moisés, em que os ensinamentos profundos e sagrados eram passados via oral de Mestre Sacerdote para o jovem iniciado, e nada era escrito. Resumindo uma detonação a transmissão oral e fechada dos ensinamentos. Esta palavra é escrita com os seguintes caracteres hebraicos Koph, Beth e Lamed, porém lembrando que nesse idioma se escreve da direita pra esquerda, inverso dos idiomas ocidentais.
Muitos crêem que a palavra Cabala, na verdade se originou de uma palavra com semelhante vocalização mas de origem asirio-egípcia, e que siguinificava literalmente Doutrina Oculta ou Tradição Oculta. Pode-se dizer que ela é uma ciência Emanatoria pois em seus ensinamentos o ponto principal é que tudo que existe foi emanado de Deus.
Seus ensinamentos visão uma melhor compreensão sobre Deus, o Universo e o próprio Homem. As leis e a formação dos diversos mundos. Como interagir com os Espíritos Celestes, elementais e todos os outros que regem a harmonia cósmica. E principalmente a ponte para o homem de como retornar a Divindade. Assim o estudante da Cabala é conhecido como Masakilim (Men+Shin+Caph+Yod+Lamed+Yod+Men) que significa “O Iniciado”.
E como na essência da filosofia, suas frases e ensinamentos são cifrados em parábolas e alegorias, míticas e ou lendárias, algumas até mesmo históricas, veladas intencionalmente assim aos homens comuns e mundanos, e totalmente desprovida de sentido pra estes e para aqueles de pouco intelecto e criatividade. Também nos escritos cabalísticos, os números são tão importantes quanto as letras, e cada caractere do alfabeto hebreu também simboliza um numero.
Na ciência cabalística, muitos vêem dualidade mas na verdade há apenas a harmonia e união de toda a antagonia existente. A dualidade é um fruto da má compreensão de Deus e suas leis, principalmente após a idade media. Casos como estes originaram as ideias de equivocas a respeito das Qliphoth (o lado reverso da árvore da vida e das Sephiroth).
Uma de suas principais alegorias é a Árvore da Vida com seus “frutos” chamados Sephiroth (que querem dizer literalmente numerações), nela se encontra toda a formação do mundo, os Espíritos que regem este e a formação do Homem. Simboliza também o caminho do Iniciado.
Entre o séculos XIV e XV tomou grande popularidade. Até mesmo sendo aceita nas doutrinas cristãs pelo Papa Sixtus (1471-1484). Porém não deixa e nunca deixou de estar presente em toda a bíblia cristã seja no velho ou no novo testamento, por mais que os concílios católicos tenham modificado varias de suas partes. Afinal a religião Católica veio em grande parte dos ensinamentos e tradição judaica.
Esse ganho de popularidade fez com que nascesse algumas divisões dos ensinamentos cabalísticos. Como a Cabala Cristã que contem poucas diferenças da Cabala Judaica, mas a principal delas é ter Yeshua (Jesus) como o Messias e restituidor da sabedoria cabalística, e é principalmente presente no Martinismo. E a outra seria a Cabala Hermética ou Mística que tem como principal diferença uma visão universal da Cabala como ela sendo a principal origem de todas as religiões e mitologias e presente nestas, provindo da primeira e grande civilização. De qualquer modo ela influenciou os pensamentos filosóficos da antiguidade grega, Essénios, Gnósticos, Cristões, Catáros, Templários, Rosa+Cruzes, Maçons, e dezenas de outras ordens e grupos espirituais.
Seus principais livros são, aqueles da tradição judaica, como o Tanakh, Torah e Talmude, e os outros são o Sepher Yetizarah, Sepher Zohar, Sepher Raziel e muitos outros. Além dos Clavículas ou Chaves atribuídas ao Rei Salomão, qual apareceram varias falsificações na idade media com conteúdo satânico e demonológico como o Grande Grimorio e outros, muito diferentes do original, que influenciaram a Goécia ‘Crowleyana’.